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Entrevista - André Andersen

Relacionado com: Andre Andersen, Royal Hunt
Data da Entrevista: 05/03/2018
Autor: André Luiz Paiz

Acessos: 314

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O Royal Hunt é um grupo de metal progressivo dinamarquês, fundado em 1989 pelo grande tecladista/compositor/multi-instrumentista André Andersen. Com uma carreira recheada de ótimos álbuns, dentre eles o fantástico Paradox, o grupo atingiu uma marca notável para uma banda do estilo, vendendo mais de um milhão de álbuns.

Seu mais novo trabalho, o décimo quarto de estúdio chamado "Cast In Stone", acaba de ser lançado, gerando grande expectativa aos fãs, já que, desde o retorno do vocalista D.C. Cooper, o grupo segue em uma crescente absoluta.

Conseguimos conversar com André, líder do grupo, que falou um pouco sobre o novo trabalho, a trajetória do grupo e as suas inspirações para fazer o que mais gosta: compôr.

Adquira a sua cópia de "Cast In Stone" em: https://royalhunt.com/store, local onde você encontrará as melhores ofertas e também dois downloads digitais.

Web site: http://royalhunt.com
Facebook: https://www.facebook.com/royalhunt
Twitter: http://www.twitter.com/royalhuntband

Confira mais uma entrevista exclusiva para o 80 Minutos.

1. Olá André. Primeiramente, nós gostaríamos de lhe parabenizar pelo lançamento de "Cast In Stone", novo álbum do Royal Hunt. Como você está se sentindo? Como o álbum surgiu e o que podemos esperar dele?

Para começar, desta vez tivemos a sorte de não trabalhar com prazos. Comecei a compôr novas músicas lá em 2015, podendo trabalhar com elas por um bom tempo. Depois, fazia uma pausa, saindo para alguns shows, retornando e continuando a compôr e trabalhar em algumas ideias, mudando novamente para trabalhar em um álbum ao vivo, depois saindo novamente, etc. Tudo isso foi impagável, pois não tenho este luxo desde.... bem, nunca. Em seguida, isso também aconteceu com as gravações, com a possibilidade de experimentar vários set ups, vários sons, parando e retornando algumas semanas depois para regravar algumas partes, mudando arranjos, etc. Eu espero que o ouvinte perceba toda a variedade e experimentações que nós inserimos neste álbum, enquanto ainda foi possível manter tudo dentro do conceito que envolve o Royal Hunt.
E para não esquecer do principal: Eu sou extremamente afortunado por trabalhar com músicos absurdamente talentosos. Andreas, Jonas. DC e Habo, também Alexandra e Kenny (equipe)... cada um trouxe a sua característica para o projeto e tudo se uniu por todas estas faixas, com sempre algo inesperado, porém inegavelmente fantástico. 

2. Apesar de uma mudança de baterista em 2015, o line-up do grupo segue bem estável, tendo lançado três e agora quatro álbuns bem sólidos. Podemos dizer que a banda está em ótima fase agora? Digo porque realmente é possível notar isso através das músicas que estão criando.

Com certeza! A banda está mais empenhada do que nunca! Nós temos um selo que nos representa e nossa própria empresa, a  NorthPoint Productions, trabalhando dia e noite pelo Royal Hunt. Então, estamos empolgados e visando um futuro de muita atividade adiante.

3. Você está à frente da criação do décimo quarto álbum da banda. É algo notável vê-lo carregando a tocha e fazendo música de qualidade, sempre com ótimas novas ideias. O que lhe mantém motivado e inspirado?

Inspiração surge de todos os lugares. Pode ser através de um livro que você lê, uma chamada para uma notícia de um jornal, um filme que assiste, ou até mesmo uma frase que alguém diz em um momento de exaltação ou grosseria. Não importa, contanto que isso se conecte com algo dentro da sua mente, um pedaço de uma música, um som qualquer, o título de uma música ou mesmo influenciar de alguma maneira no humor de uma canção ainda não escrita. Enquanto eu me mantiver motivado, disposto a levantar de manhã com um sorriso no rosto e sabendo que farei o que mais amo fazer — música — me sinto privilegiado e sou apaixonado por isso.

4. Você poderia compartilhar um pouco sobre o processo de criação de um álbum do Royal Hunt? Qual o seu ponto de partida e em que momento as coisas começam a tomar forma?

Estou constantemente compondo e formulando ideias na minha cabeça. Quando sinto que estou realmente criando algo, vou para o estúdio e começo a registrar demos, processo que geralmente leva um certo tempo. Depois, envio para os caras da banda, ouço seus comentários e entro na parte de reajustar/rearranjar algumas coisas. Quando pronto e aprovado, convido um cantor de estúdio para gravar as linhas de base e as encaminho para o nosso vocalista. É neste momento que a gravação definitiva está para começar. O processo todo leva em torno de dois meses. Depois começam as partes de mixagem e masterização, totalizando de 6 a 8 meses para a conclusão do álbum.

5. Eu sou fã dos álbuns do Royal Hunt com D.C. Cooper nos vocais, pois acho que sua voz se encaixa perfeitamente nas músicas que você compõe. Entretanto, também gosto bastante da fase com John West, em que a banda lançou ótimos trabalhos com sonoridade diversificada, principalmente com os ótimos Eyewitness e The Mission. Você poderia comentar um pouco sobre este período?

Foi um período turbulento, pois o guitarrista e baixista originais estavam saindo, novos caras chegando, mudanças de selo em andamento, etc. Mas, John é um grande vocalista e um ótimo membro de time. Então, sou muito orgulhoso dos álbuns e turnês que fizemos juntos.

6. Após este período, a banda passou por mais mudanças e lançou dois álbuns com Mark Boals nos vocais, em um novo momento com nova sonoridade. Eu enxergo estas mudanças com uma perspectiva positiva, pois faz com que a discografia da banda seja bem diversificada. Você também vê desta forma?

Sem dúvida! E gosto muito do álbum "X", pois acho que rompemos algumas barreiras com ele.

7. André, você também lançou alguns álbuns solo bem interessantes. Há algum plano para um novo álbum em um futuro próximo?

Não agora, pois todo o meu tempo neste momento é dedicado ao Royal Hunt.

8. Vamos supor que eu fale sobre a carreira do Royal Hunt para um fã iniciante. Qual álbum você me indica para sugerir a ele como ponto de partida?

Se você me perguntasse, eu sugeriria "Cast In Stone" e "X", porém "Paradox" e "The Mission" também são ótimas opções.

9. O conceito do nosso site é permitir que usuários possam relatar a sua experiência durante os 80 Minutos da audição de um álbum. Você poderia nos dizer qual foi o último álbum que ouviu e que vale a recomendação?

O último que comprei foi do Deep Purple – Infinite.

10. Você pode nos informar qual o melhor caminho para que os fãs brasileiros possam adquirir sua cópia de "Cast In Stone"? Há uma versão Deluxe bem interessante que é um ótimo atrativo.

Eu recomendo que o fã vá ao www.royalhunt.com para encontrar todos os produtos relacionados ao "Cast In Stone" e ofertas especiais. Porém, todas as grandes lojas espalhadas pelo mundo terão a versão standard disponível.


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