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Entrevista - Alex Meister

Relacionado com: Pleasure Maker
Data da Entrevista: 18/02/2019
Autor: Diógenes Ferreira

Acessos: 187

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Do Rio de Janeiro para o mundo, a banda Pleasure Maker capitaneada pelo guitarrista Alex Meister, vem colhendo os frutos de anos de dedicação ao Hard Rock com totais influências da década de 80.

Dez anos foi o intervalo entre “Twisted Desire” (2008), segundo álbum do Pleasure Maker, e o seu mais recente trabalho, “Dancin’ With Danger” (2018), que vem arrebatando excelentes críticas no Brasil e no exterior. Fato esse que desde seu primeiro álbum, “Love On The Rocks” (2004) vem sendo trabalhado para conquistar notoriedade e respeito mundo afora.

Conversamos com o próprio Alex para saber mais sobre o reconhecimento que a banda vem obtendo e quais os seus próximos passos numa entrevista exclusiva ao site 80 Minutos. Você leitor que é fã de Hard Rock, confira!

Aproveite também para adquirir os produtos Pleasure Maker/Alex Meister tais como CDs e camisetas no site www.alexmeister.com/shop e em breve novo site Pleasure Maker em www.pleasuremakerband.com 

1. Olá Alex, satisfação em ter esse bate-papo com você onde falaremos aos leitores do site 80 Minutos um pouco da Pleasure Maker, que vem representando de forma marcante o Hard Rock brasileiro, também abordando seus projetos como guitarrista/carreira solo. 

Olá Diógenes! É um prazer responder às suas perguntas! Obrigado pelo convite.

2. Alex, o ano de 2018 foi muito proveitoso para você e o Pleasure Maker. O novo álbum ‘Dancin’ With Danger’ marcou o retorno da banda, foi lançado com excelente aceitação aqui e no exterior com uma qualidade musical monstruosa. Fale-nos a respeito da concepção desse disco e quais portas ele já está abrindo para o Pleasure Maker?

O ‘Dancin'With Danger’ foi produzido para fãs do Hard Rock que era praticado no final dos 80 e começo de 90 e que continua sedento por mais novas músicas dentro do estilo. Este disco marca uma nova forma de compor e produzir, diferente dos álbuns anteriores da banda, aonde traziam experimentalismos e passagens menos comuns, agora privilegiando as linhas melódicas dos refrões com muitos ganchos aliados a “paredes” de vocais, em conjunto de riffs memoráveis e solos marcantes. O resultado deste trabalho me deixou extremamente satisfeito, de uma forma como nenhum outro anteriormente. 

Outro detalhe que vale destacar é a menor presença dos teclados, que apesar de terem brilhado muito no antecessor ‘Twisted Desire’, desta vez ficaram mais de lado. Este álbum trouxe muitos novos fãs para a banda, além de vários elogios arrancados em reviews no Brasil e ao redor do mundo! O resultado foi extremamente positivo, levando o Pleasure Maker para um novo estágio.

3. Sobre planos futuros... Já emendar um novo álbum para manter a banda em evidência ou você pensa em continuar trabalhando em cima do ‘Dancin’ With Danger’ com shows aqui ou no exterior para consolidar ao vivo diante das oportunidades que surgirem?

O trabalho com o ‘Dancin'With Danger’ está concluído desde que entramos em 2019. Tanto que pretendo regravar o primeiro single da banda "Just Thinkin’ About U" para comemorar 15 anos do lançamento do álbum de estréia “Love On The Rocks” ainda no primeiro semestre, para distribuição em streaming e possivelmente acompanhada de um vídeo clipe! Além disso, já estou trabalhando em novas músicas para um novo CD em 2020! Tenho novidades muito boas que muito em breve serão divulgadas!! Fiquem ligados!

4. Desde o primeiro álbum, ‘Love On The Rocks’ o Pleasure Maker vem tendo essa incursão no mercado exterior, primeiramente com reconhecimento na Austrália e lançamento no Japão e posteriormente, com o segundo álbum ‘Twisted Desire’, sendo lançado nos EUA, Canadá e Europa. Há um planejamento específico para isso ou as portas simplesmente foram se abrindo devido à qualidade do grupo?

Quando lançamos o primeiro CD em 2004 o estilo se encontrava muito em baixa, principalmente no Brasil, e por isso optamos por focar no mercado externo e em seguida passamos a enviar nosso material para todas as revistas e sites na Europa, America do Norte e Japão. Após poucos meses fomos conquistando a crítica estrangeira especializada, que se encontrava órfã do estilo, com a publicação de vários excelentes reviews. 

Vale ressaltar que nesta época ainda faltava um ano para o Crashdïet lançar o “Rest In Sleaze”, disco que marcou o começo da banda e toda a renovação do Hard Rock com a aparição de várias novas bandas na Escandinávia atraindo interesse maior do público pouco tempo depois. O momento mais marcante até então foi a menção do single “Just Thinkin’ About U” entre as “melhores músicas de 2005” selecionadas pelo site australiano MelodicRock.com, que era o mais importante e influente naquela época. Isso foi um feito e tanto para uma banda, até então independente, vinda do Brasil! Em seguida conseguir os contratos com os selos gringos foi apenas uma conseqüência, começando com Spiritual Beast do Japão em 2006 relançando o ‘Love On The Rocks’, e em 2008 com a Perris dos EUA o ‘Twisted Desire em lançamento simultâneo internacional. 

Outro grande motivo para procurarmos o mercado externo desde o princípio foi que para conseguir notoriedade dentro do nosso país, tocando Hard Rock, somente com a crítica estrangeira aprovando nossa música para que assim finalmente conseguíssemos espaço e respeito aqui dentro.

5. É notório que o Pleasure Maker é uma banda pronta para atingir o sucesso com seu Hard Rock pegajoso, malicioso, que nos remete às influências das melhores bandas oitentistas e do início da década de 90. Porém, sabemos que os tempos são outros e a geração também é outra. Ainda há espaço para atingir relevância no mercado atual praticando esse tipo de som, principalmente estando no Brasil?

Sim! Os tempos são outros mesmo e isso é um fato. Mas ainda existe público, mesmo que seja reduzido, que se interessa pelo estilo aqui no Brasil e principalmente ao redor do mundo, o quê já é muito por si só. Porém estar aqui no Brasil atrapalha muito exatamente pela distância do hemisfério norte, o que praticamente inviabiliza ou deixa tudo muito mais caro para fazer shows por exemplo. Mas o ponto mais importante pra mim é compor e produzir músicas de que eu realmente amo fazer e isso traz veracidade pra tudo o que lancei e ainda lançarei ao longo dos anos. Eu não sou feliz tocando o que eu não amo, entende?? (rs).

6. Sobre essa influência anos 80/90 do Hard Rock, sempre identifico pitadas de Danger Danger, Tyketto entre outras, na sonoridade da banda. Quais suas bandas favoritas e o que você traz delas para dentro do Pleasure Maker?

Sim, tem muito de Danger Danger! Eles estão no meu top10 ao lado de Def Leppard, Ratt, Dokken, Winger, Hurricane, Black N’ Blue, Scorpions, Europe, TNT. Esses são os destaques, porém eu escuto mil bandas além dessas, deixando a lista interminável. Eu trago de todas essas bandas muitas referências para as minhas composições como construções harmônicas, timbragens e atmosfera que tento reconstruir daquela época. Sempre fui apaixonado por isso tudo e não é a toa que além de guitarrista e compositor eu acabo produzindo todos os álbuns.

7. E por falar em influência, creio que Richie Kotzen tenha sido uma delas. Como foi para você, abrir um show de um dos guitarristas mais fantásticos do cenário Hard Rock? E cite outros guitarristas que você admira ou que lhe influenciam de alguma forma.

O Kotzen sempre foi uma grande referência pra mim! Ele é genial demais! Dividir o palco com ele foi uma imensa responsabilidade por motivos óbvios. O ponto em uma oportunidade dessas é conseguir conquistar pessoas que têm como ídolo um dos maiores guitarristas do mundo! Missão não muito simples, hein?!  Porém deu tudo super certo! O show foi demais e inclusive ele está no youtube até hoje. 

Além do Richie, eu tive diversas influências na guitarra desde garoto até hoje como: George Lynch, Reb Beach, Warren DiMartini, Vitto Brata, Pete Lesperance, Steve Vai, Kee Marcelo, Matthias Jabs, Uli Jon Roth, Ronnie Le Tekkro, Andy Timmons, John Norun, Phil Collen & Steve Clark, Satriani, Paul Gilbert, Nuno bettencourt, Marty Friedman, Jason Becker, entre muitos outros mais.

8. Sabemos que você é o líder e fundador do Pleasure Maker, com tudo girando ao redor de suas excelentes composições. Mas também há seu projeto solo, inclusive com cd lançado. Fale-nos a respeito e aponte qual o diferencial de abordagem entre ambos?

A diferença real entre este disco solo e o Pleasure Maker são apenas dois pontos; o primeiro e mais perceptível é por se tratar de um disco contendo apenas músicas instrumentais. Eu achava muito importante editar um trabalho desses para me firmar independente de qualquer banda; E o segundo foi não ter que seguir nenhuma diretriz de composições da banda, e sim criar o que viesse na cabeça. Cada uma das faixas deste álbum tem um caminho diferente. Quem é fã da banda irá gostar pois não abandonei o Hard Rock em nenhum momento! Confiram o Alex Meister “My Way” no Spotify ou vendo o clipe da faixa What’s Up no youtube!

9. Já agradecendo a sua disponibilidade para falar ao site 80 Minutos, deixe um recado para os leitores, também aos fãs do Pleasure Maker e de seu trabalho. Continuo lhe desejando sucesso e maiores conquistas na sua carreira pois nos enche de orgulho ver mais um guitarrista brasileiro e talentoso obtendo reconhecimento mundo afora. E mais uma vez lhe parabenizo por ter criado uma composição tão sensacional como “What We Left Behind”, sem dúvida, marcante. O espaço é seu...

Então “What We Left Behind” continua sendo a sua música favorita da banda, mesmo depois do lançamento do novo disco?! Surpreendente, apesar desta ser a minha faixa preferida do “Twisted Desire”. (rs) Fico muito lisonjeado com isso, pois o que mais procuro com essas músicas é tocar fãs de Hard Rock, assim como você! 

Agradeço a todos que adquiriram o “Dancin’ With Danger” em CD, que ouviram e continuam ouvindo no Spotify e foram em nossos shows!! Sem vocês este trabalho não teria sentido algum! Muito em breve terei novidades muito legais sobre um novo CD! Mais uma vez obrigado pelo espaço!


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