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Entrevista - Johnny Gioeli

Relacionado com: Axel Rudi Pell, Gioeli-Castronovo, Hardline
Data da Entrevista: 20/08/2018
Autor: André Luiz Paiz
Traduzido por: André Luiz Paiz

Acessos: 1647

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Johnny Gioeli é uma das grandes vozes do Rock. O vocalista dos grupos Hardline e Axel Rudi Pell pede passagem agora com seu mais novo projeto: Gioeli-Castronovo, em uma reunião com o grande baterista Deen Castronovo (ex-Hardline, Journey, Revolution Saints, etc.).

Johnny nos atendeu para dar mais detalhes sobre o novo projeto, mas não parou por aí. Conversamos sobre a sua carreira, suas demais bandas e sobre a música em geral.

Um bate-papo imperdível e exclusivo para o 80 Minutos.

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1. Olá Johnny, obrigado por falar com o 80 Minutos

Oláááááááá Brasil!

2. Você está com um novo projeto chamado Gioeli-Castronovo e um novo álbum saindo do forno. O que você pode nos contar sobre ele? Como este projeto surgiu?

Foi uma fantástica reunião com o meu irmão Deen. É interessante como aconteceu. Eu estava em uma entrevista em que um jornalista disse algo desagradável sobre o passado de Deen, e eu rapidamente lhe interrompi. Deen ouviu essa entrevista e me ligou para agradecer pelo apoio. Eu disse: “Deeno, eu conheço o seu coração e sei que todos nós temos altos e baixos em nossas vidas”. Foi ótimo falar com ele novamente. Na semana seguinte, ele me ligou perguntando se eu estaria interessado em cantar com ele. Eu levei 1,2 segundos ou menos para dizer sim.

3. Eu vi os vídeos de “Through” e “Set The World On Fire” e ficou bem claro se tratar de um álbum cheio de energia e com melodias excelentes. Vocês conversaram previamente sobre o direcionamento do trabalho e qual caminho iriam percorrer?

Sim, nós conversamos. Nós queríamos ter certeza de que criaríamos músicas que contassem a nossa história. Nós também queríamos músicas que soassem como o AOR tradicional, com melodias marcantes e ótimo feeling. Funcionou! Yay para nós! (risos)

4. Johnny, além deste álbum, você lançou recentemente um projeto para um álbum solo de nome “One Voice”, através da plataforma PledgeMusic. Como está indo e como os fãs brasileiros podem participar?

Sim irmão, o álbum será lançado em 7 de dezembro próximo e os fãs ainda podem participar deste projeto beneficente em www.pledgemusic.com/johnnygioeli.
É uma grande causa para um jovem que teve a sua vida mudada drasticamente após ficar paralisado devido a um acidente. Será lançado pela Frontiers Records e a imprensa já o definiu como “o álbum para se sentir bem do século 21”. Estou realmente feliz quanto a isso e quanto ao trabalho que fiz criando um álbum divertido e positivo. Ótima mensagem, pensamento positivo e o desejo de escutá-lo o mais alto possível.

5. Você também está lançando um novo álbum com o Axel Rudi Pell chamado “Knights Call”. O que encontraremos nele?

Ahhhhh, foi um álbum bem divertido de fazer, assim como todos os outros. Um belo mix de rock and roll bem old school. Magos e muitos dragões neste álbum (risos).

6. Com todos estes projetos em andamento, podemos dizer que você é algo como um workaholic? Você sempre está lançando algo novo e sempre de alto nível, o que merece elogios.

Eu sou! Sem dúvida. Eu tentei me aposentar quando estava com 39 anos e isso durou apenas 3 meses, até que fiquei muito entediado. Eu amo trabalhar. Amo ter um planejamento, principalmente na música. Até que ninguém mais queira me ouvir, eu decidi que continuarei até que as pessoas me peçam para parar (risos). Além disso, assim que eu não conseguir mais atingir as notas, seja por qualquer motivo, eu paro. Minha intenção é entregar quem eu sou e assim que isso não puder mais acontecer, acabou. Eu estou aqui pelo amor à música, mas especialmente por fazer os fãs felizes e orgulhosos pelo meu trabalho.

7. Eu usei o termo “workaholic”, mas entre 1992 e 1998 você basicamente desapareceu da cena musical. Eu li que você estudou medicina. É isso mesmo? Quer dizer que você é um Dr. que canta Dr. Love (risos)?

Não não… eu não estava dando um tempo. Eu estava começando uma empresa muito bem-sucedida, que ainda está em atuação e é gerenciada pelo meu irmão Joey. Eu estudei medicina quando eu estive em turnê com o Hardline no início dos anos 90. Eu estava curioso sobre como o corpo humano funcionava, principalmente o corpo feminino (risos). Mas, falando sério, se a música não existisse em minha vida, eu teria me tornado médico. Eu simplesmente amo a responsabilidade, a descoberta e a cura. Para mim, é sobre fazer as pessoas felizes. Quem sabe na próxima vida. Mas, com a sorte que tenho, provavelmente eu volte como um atum de rabo amarelo (risos).

8. Eu recentemente entrevistei Eric Martin para o site e ele me disse que ninguém sabe o que ele faz da vida na vizinhança onde mora. Disse conseguir ter uma vida normal fora do mundo rock. É o mesmo com você? Você consegue aproveitar algum tempo livre quando está em casa? Isso é possível para uma pessoa que canta para milhares de pessoas ao redor do mundo?

Sim. É do mesmo jeito, pois eu faço ser assim. Eu comprei uma casa e criei um fosso ao redor dela. Então, ao menos que você tenha um barco, você não vai chegar nem perto do meu rabo (risos). Claro que estou brincando. Eu amo trabalhar principalmente fora dos Estados Unidos, pois assim eu consigo ter uma vida normal quando estou aqui. Ops, espere um momento, eu preciso colocar o lixo para fora.
Viu? Normal! (risos)

9. Ainda falando sobre o Axel Rudi Pell, você é parte do grupo desde o final dos anos 90. Quase 20 anos! O tempo realmente voa, não é? Você ainda se sente orgulhoso dos álbuns que fizeram juntos?

Todos os álbuns soam da mesma maneira para mim. Mas, este é o espírito! Nós damos para as pessoas o que elas querem ouvir. Funciona! Eu gosto da música porque me transporta para o passado, quando comecei ouvindo Dio, Scorpions e todo o fantástico Heavy Metal dos anos 80.

10. Em 2009 você resgatou o Hardline, lançando ótimos álbuns desde então. Teremos algum novo lançamento em um futuro próximo?

Sim! Álbum novo em abril de 2019 pela Frontiers. Além disso, vários shows e muita diversão. Desta vez sem estudar medicina (risos). Estou ficando velho para isso, então eu estudo somente cama e sono.

11. Retomando o contato com Deen Castronovo, que possui conexão com Neal Schon, nos faz pensar na possibilidade de uma reunião da formação clássica do primeiro álbum do Hardline. É possível? Falando nisso, como está o seu irmão Joey? Nota: Joey foi guitarrista do grupo no início, deixando a carreira de lado pouco depois).

Não posso prever o futuro, então jamais saberemos o que acontecerá. Joey está bem. Ele segue administrando a nossa empresa desde que começamos. Ele também fez mudança de sexo e está com seios bem bonitos (risos). Brincadeira.

12. Fazendo uma rápida volta ao passado e ao início da sua carreira, quem foram os artistas que lhe influenciaram a gostar de música e principalmente de rock? Quando você percebeu que tinha uma voz especial e que o microfone era o instrumento ideal para você?

Muitos artistas. Eu ouvia Kiss, Scorpions, DIO e muito mais… Eu nunca quis soar como ninguém e ainda não tento. Ainda não sei porque minha voz é “especial”, mas as pessoas dizem isso. Yay para mim! (risos). Eu simplesmente canto e não penso sobre isso. Eu simplesmente canto.

13. Você também possui excelentes contribuições como compositor em várias músicas famosas. Quando você começou a compor e quais das suas obras você se orgulha mais?

Eu comecei a compor com 8 anos de idade. Eu simplesmente adorava criar ideias para músicas. Eu ainda aprendo com cada música que faço. É claro que algumas das canções que fiz para o “Double Eclipse” são especiais. Eu trabalhei muito e por muitos anos para fazer aquele álbum. “In the Hands of Time” e “Can’t Find My Way” são duas das minhas favoritas.

14. Você chegou aos 50 anos e a sua voz continua espetacular. Para mim, você é uma das grandes vozes do rock. Como você consegue manter o alto nível do início da sua carreira. Não deve ser fácil. Na sua opinião, quais os fatores chaves que podem contribuir para que um cantor amador se torne profissional?

Eu realmente não sei como faço. Certamente eu tenho uma vida limpa. Sem bebidas, cigarros ou coisas do tipo. Nunca! Acho que isso contribuiu bastante. Ser profissional significa ser pago pelos seus esforços. O que me separou dos outros foi que decidi ainda bem jovem o que queria para a minha vida. Falido, rico, ou qualquer coisa no meio, não me importa. Eu quero cantar para todos. Então, eu nunca desisti de tentar. Era um risco. Eu poderia facilmente ter transformado isso em um hobby, mas eu queria mais. Eu preciso ouvir o público e preciso que seja ao vivo.

15. E qual a sua opinião sobre a mídia e a música dos tempos atuais? Os rockstars serão realmente extintos? 

Acredito que a mídia e os meios para se ouvir música estão melhores nos dias de hoje. É possível dar a todos uma chance para que sejam ouvidos. Existem tantos talentos por aí que ficariam escondidos no passado e jamais conseguiriam se não fosse através da porta de uma gravadora. Hoje, um jovem ou uma banda conseguem mostrar a sua música através da internet para que as pessoas possam ouvi-la. O rock sempre existirá. Mas, eu precisei queimar o meu spandex (tipo de tecido de lycra) na lareira (risos).

16. Você recebe muitos convites para participar dos projetos de outros artistas?

O tempo todo… e eu gosto de trabalhar com o máximo de pessoas criativas possível. Mas o meu tempo é limitado e tento sempre equilibrar a minha vida. Família, música, turnê, negócios e tempo… não é um equilíbrio fácil. Eu detesto dizer não, mas eu preciso ter certeza de que poderei me dedicar ao máximo para as coisas que faço. Equilíbrio.

17. Vamos supor que eu comece a falar sobre a carreira de Johnny Gioeli para um novo fã. Qual álbum você me indica para sugerir a ele como ponto de partida?

Hardline: “Double Eclipse” e “Leaving The End Open”; e as músicas do Crush 40.

Eu amo todos os meus álbuns, então esta pergunta foi injusta (risos). Eu escrevo para mim, torcendo para que o fã goste. Eu não posso decidir por você, então eu preciso escrever para mim.

18. Você pode nos contar um pouco sobre o projeto Crush 40? Este projeto criado por você e Senoue em 2000 segue vivo e pulsante, certo? Como ele surgiu? Você gosta de videogames?

Sine e eu ainda fazemos músicas para jogos. Eu não chego nem perto de ser um gamer. Os gamers tiram sarro de mim e eu choro (risos). Eu não choro! (risos). Foi ideia minha criar uma banda ao redor do jogo e funcionou. É divertido escrever para um jogo. É igual produzir para um filme, mas é um jogo.

19. O conceito do 80 Minutos é permitir aos usuários classificar e relatar sua experiência durante os 80 minutos de duração de um disco. Há alguma banda ou álbum que você tenha ouvido recentemente e que vale a recomendação?

Não. Eu não ouço música. Verdade. Eu ouço Jazz em meu carro para relaxar quando estou dirigindo, pois sou italiano e não consigo tolerar motoristas ranzinzas (risos). Eu gosto de Pink. Gostaria que um dia fosse possível fazer um dueto com ela. Ouça um álbum da Pink… que voz… e ela é fantástica ao vivo. Jhonny e Pink… poderíamos chamar de JINK (risos).

20. Johnny, obrigado pela atenção. Desejo sucesso com o Gioeli-Castronovo e seus demais projetos. Esperamos você no Brasil assim que puder. Obrigado!

Obrigado a você e a todos os leitores. Eu amo a todos. Sem vocês, eu sou apenas uma voz.


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