Bem vindo ao 80 Minutos

Nós amamos música e adoramos compartilhar nossas avaliações sobre os álbuns de nossas bandas favoritas.

Entrevista - Clive Nolan

Relacionado com: Arena, Clive Nolan, Pendragon, Shadowland
Data da Entrevista: 20/04/2018
Autor: André Luiz Paiz
Traduzido por: André Luiz Paiz

Acessos: 283

Compartilhar:

Facebook Twitter Google +

Clive Nolan é a mente criadora à frente do respeitado grupo de rock progressivo Arena. Além disso, participa de diversos projetos e possui uma respeitada carreira solo. O tecladista/compositor costuma fazer com êxito, todos os trabalhos a que se propõe.

O Arena está promovendo o lançamento do seu mais novo álbum de estúdio: "Double Vision". Os fãs ficam alvoroçados sempre que o grupo anuncia um novo trabalho, pois nunca é possível saber com antecedência o que está por vir. Assim, Clive topou um bate-papo exclusivo com o 80 Minutos para falar um pouco sobre este novo lançamento, sobre o Pendragon - outro projeto em que participa - e também sobre a sua carreira solo.

Confira!

1. Olá Clive, obrigado por falar com o 80 Minutos.

Olá André!

2. O Arena está lançando um novo álbum chamado “Double Vision”. Como você está se sentindo e o que podemos esperar dele?

Nós estamos extremamente positivos em relação a este trabalho. Ele foi crescendo e acabou se tornando algo bem especial. Acredito que você encontrará um set de músicas poderosas com grandes mensagens e atmosferas.

3. Você pode nos contar um pouco sobre a composição das músicas de “Double Vision”. Quando o processo começou?

Durante o ano passado, os caras da banda apareciam ocasionalmente trazendo ideias musicais e eu as fui complementando. Até que, no início deste ano, eu me tranquei em uma sala até unir todas as peças para transformá-las em músicas. Algumas delas eu escrevi sozinho, como a faixa épica “Legend Of Elijah Shade”, já em outros casos, eu as construí ao redor de algum riff ou ideia que surgiu dos outros caras.

4. O conceito do novo álbum tem alguma relação com o conceito do álbum “The Visitor”?

Há uma certa conexão entre eles. A intenção deste novo álbum foi a de olhar para os antigos álbuns do Arena e também ao redor deles para identificar o que nos influenciou naquele período. Além disso, “Double Vision” não é um álbum conceitual, mas certamente um dos temas principais é a “percepção”. Como sempre, as letras variam entre diversos níveis, permitindo ao ouvinte que este faça a sua própria dedução. Entretanto, posso dizer que “The Legend Of Elijah Shade” explora algumas das questões não resolvidas no álbum “The Visitor”. A faixa “The Mirror Lies” fala um pouco sobre a hipocrisia de algumas bandas de rock que estão por aí, que fazem de tudo para se destacar depreciando o trabalho de outros colegas do mesmo meio. “Zhivago Wolf” lida com a nossa capacidade de misturar recordações para criar memórias novas e distorcidas.

5. Ainda sobre o álbum “The Visitor”, eu o considero como um dos melhores álbuns do Arena, em conjunto com o último álbum - “The Unquiet Sky” - e, obviamente, com o clássico “Contagion”. Apesar de ter sido um álbum muito bem-sucedido, Paul Wrightson acabou saindo do grupo logo em seguida. Pouco depois, saiu o baixista John Jowitt. Você pode nos contar um pouco sobre este período?

Eu acho que as mudanças de line up são inevitavelmente parte do desenvolvimento de uma banda. Quando você trabalha com pessoas com personalidades fortes, além das múltiplas possibilidades de como fazer as coisas e quais direções escolher, não é um fato surpreendente que algumas pessoas desistiram no meio da estrada. Eu ainda trabalho com Paul Wrightson, pois estamos gravando juntos em projeto neste momento, e vejo John ocasionalmente. Essas mudanças acontecem, mas o coração da banda segue batendo.

6. Após este período, Rob Sowden aterrissou para as gravações de “Immortal?”, deixando o grupo após as gravações de “Pepper’s Ghost”. Mesmo se tratando de outro período bem-sucedido, foi novamente uma mudança necessária?

Nós tivemos longas pausas entre as gravações dos álbuns que fizemos com Rob, então, na verdade, ele ficou bem menos conosco do que parece. Novamente, Rob tinha outros interesses para a sua carreira e nós tivemos que seguir em frente.

7. Até que, enfim, Paul Manzi chegou para “The Seventh Degree Of Separation” e encaixou muito bem. Como estão as coisas agora? Podemos dizer que o Arena está em um ótimo momento?

Sim, este line up está definitivamente funcionando muito bem!

8. O Arena possui álbuns fantásticos e uma das principais características é a diferenciação entre eles. Você pode nos contar um pouco sobre o processo de criação de um álbum do Arena? Como as composições começam a surgir e como você define qual tema lírico abordará?

As coisas sempre começam comigo e Mick (baterista). Nós geralmente nos encontramos para algumas sessões iniciais e não registramos nada. Simplesmente começamos a conversar sobre o direcionamento para o próximo álbum. Em seguida, como disse logo atrás, nós juntamos partes de canções durante um período e começo a integrá-las. Durante esta etapa, já estou pensando em quais temas líricos irei abordar e as coisas vão se desenvolvendo.

9. Clive, falando um pouco sobre os demais projetos que você faz parte. O Pendragon lançou o seu último álbum - “Men Who Climb Mountains” - em 2014. Há algum plano para lançamento de um novo álbum?

Sim, haverá um novo álbum do Pendragon em 2019, além de uma turnê.

10. Em 2017 você lançou um álbum solo chamado “King’s Ransom”. Você pode nos contar um pouco sobre ele e sobre o lado musical que você gosta de explorar em sua carreira solo?

“King’s Ransom” foi o meu terceiro musical e uma sequência para “Alchemy”, o meu segundo. Trata-se de uma aventura “Steampunk Victorian” com personagens fortes e uma poderosa jornada musical. Há elementos do rock e mais influências de música clássica. Neste momento, estamos preparando nossa segunda produção teatral no Reino Unido. Eu preciso de histórias e influências visuais para extrair o máximo do meu lado compositor, e musicais são ótimas opções para atingir este objetivo.

11. E sobre os seus demais projetos? Shadowland, Nolan & Wakeman, etc. Há mais alguma novidade em andamento?

Eu me diverti bastante criando estes dois álbuns com Oliver e os convidados que contratamos. Infelizmente, acho que não há planos para mais. O mesmo com o Shadowland, porém, estou planejando um novo projeto ao vivo que contará com algum material deles.

12. Os álbuns do Arena são recheados de ótimas histórias em canções conceituais. Há algum tema que você gostaria de abordar em um trabalho futuro? Um filme, série, etc.

Ótima pergunta. Tenho sim várias ideias para possíveis temas e conceitos. Mas, agora não há nenhuma que eu possa compartilhar.

13. John Mitchell é um guitarrista fantástico, com diversos projetos interessantes e está na banda há vários anos. Parece ser uma parceria que tem dado certo, não é?

Tem tudo a ver com usar o chapéu correto. Quando ele está com o Arena, assim como eu, é o chapéu do Arena. Isso funciona bem.

14. Vocês estão neste momento ensaiando para a turnê de divulgação de “Double Vision”, que incluirá também a execução completa do álbum “The Visitor”. Vocês pretendem registrar a turnê em vídeo para um lançamento em DVD/Blu-Ray?

Certamente faremos isso. Não posso prometer um Blu-Ray, mas definitivamente teremos um DVD.

15. E uma passagem do Arena pelo Brasil? Não seria fantástico? Temos muitos fãs de Rock Progressivo aqui.

Nós adoraríamos fazer isso. Tudo depende de uma oportunidade e orçamento. Estamos verificando esta possibilidade. O Arena já passou pelo Chile e Argentina, então, será excelente passar pelo Brasil.

16. Vamos supor que eu comece a falar sobre a carreira de Clive Nolan para um ouvinte iniciante. Qual álbum você me sugere para indicar a ele como ponto de partida?

Eu teria que escolher mais de um:
Arena: “Contagion”
Clive Nolan: “King’s Ransom”

17. Clive, nós agradecemos enormemente pela atenção e desejamos sucesso com “Double Vison”, a turnê e projetos futuros. Sinceramente esperamos vê-los no Brasil em breve. Obrigado!

Abraços a todos os leitores! Espero que gostem e apoiem o novo álbum do Arena. E que tal dar uma conferida no “King’s Ransom” também?
Vejo vocês na estrada!


Quer Mais?

Veja as nossas recomendações:

Roy Khan

Relacionado com: Conception, Kamelot

Data da Entrevista: 10/05/2018

Cadastro por: André Luiz Paiz
Em: 22/05/2018

Jon Anderson

Relacionado com: Anderson Bruford Wakeman Howe, Anderson/Stolt, Anderson/Wakeman, Jon Anderson, Yes

Data da Entrevista: 07/05/2018

Cadastro por: André Luiz Paiz
Em: 14/05/2018

Arno Menses e Markus Steffen

Relacionado com: Sieges Even, Subsignal

Data da Entrevista: 23/04/2018

Cadastro por: André Luiz Paiz
Em: 03/05/2018

Eric Martin

Relacionado com: Eric Martin, Mr. Big

Data da Entrevista: 23/04/2018

Cadastro por: André Luiz Paiz
Em: 26/04/2018