Os 20 melhores discos do Universo Progressivo de 2021

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Por: Tiago Meneses

Colaborador Especialista

27/12/2021



O mundo da música progressiva a cada ano parece mais em alta, entregando cada vez mais um maior número de discos de excelência, sendo assim, acaba por ser uma missão impossível enumerar apenas dez nomes em uma lista de melhores – na verdade, mesmo em uma de vinte foi uma tarefa bastante complicada. Segue abaixo alguns dos destaques em mais um ano em que o universo progressivo se mostrou extremamente prolífico.  


20 - John Holden - Circles In Time Por meio do seu terceiro disco, Circles in Time, o multi-instrumentista, John Holden, conseguiu produzir uma música que pode ser considerada um passo adiante em relação a sua carreira, com uma boa variação de estilo, mas nunca deixando com que o conjunto da obra soe incoerente. Diante dos pouco mais de cinquenta minutos do disco, o ouvinte é levado a uma viagem deliciosa de uma música rica e diversificada, com passagens pelo rock, jazz, hard, flamenco e até mesmo o clássico. Liricamente o trabalho também é muito interessante e aborda coisas como assassinato, loucura, em como as mídias sociais podem ser nocivas e até sobre o Arqueólogo, Howard Carter e a sua descoberta do tumba de Tutancâmon.
19 - Kristoffer Gildenlow - Let Me Be a Ghost Em uma coisa acho que todos estamos de acordo, quando falamos de Kristoffer Gildenlöw, já imaginamos algum tipo de música obscura e sombria, logo, em seu quarto disco solo, Let Me Be a Ghost, as coisas não poderiam ser diferentes. A sutileza com que tudo se desenvolve, impede que este seja classificado como um disco de rock – ainda que tenha alguns momentos do gênero -, mas algo muito mais dentro de uma linha musical atmosférica, ambiental e misteriosa, além de baladas ou experiências cerebrais lentas. O disco se destaca também pela voz pesada e carregada de emoção de Kristoffer, que combina perfeitamente com a carga instrumental criada. Um tipo de disco em que cada vez que você o ouvir, ele pode surpreendê-lo de uma maneira diferente, ainda que sempre dentro do seu modo sincero, dolorosamente melancólico e sombriamente pessoal de soar.
18 - Mostly Autumn - Graveyard Star Se muitos foram os artistas e bandas que pegaram a pandemia para que servisse de influência em suas músicas, era mais do que óbvio que um nome como o da Mostly Autumn não fosse ficar de fora, pois a sua sonoridade quase sempre emocionante, climática e nebulosa se completa muito bem com os tempos em que vivemos. A mistura de rock progressivo com folk, além de uma enorme influência celta marca presença por todo o disco. O guitarrista e vocalista, Bryan Josh, no encarte do CD, escreve o que este trabalho representa para ele e pra toda a banda: “Uma documentação em tempo real de como vivíamos em 2020/21 e um forte reflexo de como estávamos nos sentindo enquanto esse tempo passava. Embora muito pessoal para nós. Só posso imaginar que muitos de vocês também podem se relacionar fortemente com esta jornada."
17 - Inner Prospekt - Canvas Two Canvas Two é o décimo primeiro álbum de Alessandro Di Benedetti sob o apelido de Inner Prospekt, sendo que só a partir do nono disco ele passou a contar com uma grande gama de músicos o acompanhando - até então o projeto era do tipo banda de um homem só - e que pensam musicalmente igual a ele. O disco não chega a ser surpreendente, uma obra-prima ou algo de qualquer grandiosidade do tipo como outros nomes dessa lista, mas acho que merece o seu lugar aqui principalmente pela sua delicadeza e profundidade incrível. O talento de Alessandro Di Benedetti é muito bem evidenciado durante todas as suas oito faixas, assim como a sua grande influência nas teclas de Tony Banks.
16 - Dream Theater - A View From The Top Of The World O Dream Theater é uma banda de excelência do metal progressivo, sendo assim, as avaliações em relação a ela tendem ser mais duras, sempre a comparando com o seu próprio legado. A banda nunca está a salvo, às vezes acusada de estar somente se repetindo e soando como a álbuns anteriores, em outros momentos tida como uma banda que dá sinais de cansaço a tempos. Mas real é que por meio do seu A View From The Top Of The World eles estão de volta e em grande forma. É nítido que nos seus últimos discos eles não querem apenas se manter prolíficos, mas também querem entregar algo relevante, sendo exatamente isso o que fizeram aqui, não exatamente atraindo novos fãs, mas deixando os seus fiéis seguidores ainda interessados em seu som.
15 - Liquid Tension Experiment – LTE3 Mesmo que eu tenha cantado a pedra de um novo álbum da Liquid Tension Experiment no mesmo momento em que fiquei sabendo que Portnoy e Petrucci estariam juntos novamente em um lançamento oficial – Terminal Velocity do Petrucci -, não tem como negar que recebi a notícia dessa reunião com uma quase paralisação cerebral devido não parecer acreditar naquilo que estava lendo. Liquid Tension Experiment 3 é composto por oito faixas que criam um disco eletrizante praticamente do começo ao fim. Sete dessas faixas são originais da banda e “Rhapsody in Blue”, um “cover” de Gershwin que a banda toca com tanta habilidade que parece querer pegar a obra para ela. O grupo simplesmente provou que mesmo depois de duas décadas, quando são colocados juntos os músicos certos dentro de uma sala, algo grande pode acontecer.
14 – Ciccada - Harvest Os cerca de cinco anos de um disco para o outro da banda Ciccada podem ser vistos como um tempo extremamente longo, inclusive eu concordo, acho que poderiam ter lançado muito mais material entre 2010 e 2021, mas por outro lado, eles sempre fazem valer o tempo “parado”, pois acabam preparando o terreno muito bem e entregam para o ouvinte uma música de muito bom gosto e precisa, além de bastante refinada, progressiva e folclórica, também abraçando a instrumentação elétrica e floreios progressivo para criar algo verdadeiramente diferente e novo. Notável e intrigante, trata-se de um registro excelente e com uma capacidade muito grande de crescer no ouvinte sempre que estiver disposto a abrir espaço para deixá-lo penetrar o seu coração.
13 - Konom – Konom Mais um disco de metal progressivo de alto padrão. Em seu primeiro trabalho, a banda não entrega ao ouvinte algo necessariamente novo, inovador e único, mas um som moderno e até mesmo divertido, de melodia fácil e ao mesmo tempo bem construída. As influências são muitas, mas alguns nomes podem ser Porcupine Tree, Haken e Frost*. Por meio de uma grande gama de passagens instrumentais melodiosas, o ouvinte em momento algum vai ter a sensação de que os músicos colocam suas técnicas a frente das canções - algo que muitas vezes é o motivo principal de bandas de metal progressivo serem execradas. Um disco onde sua qualidade se mantém sempre constante, apresentando ideias bem desenvolvidas e executadas, passando de um estilo para outro com muita facilidade e destreza.
12 - Ske – Insolubilia Há dez anos, Ske, projeto solo de Paolo Botta, lançava o seu excelente 1000 Autunni, agora em 2021 ele está de volta e novamente por meio de um disco extremamente bem acabado. Novamente o que é encontrado no álbum é algo difícil de definir, mas embora possar soar como uma “bagunça musical”, no fim, é perceptível que cada nota e ideia é friamente calculada e em momento algum o disco pode ser visto como musicalmente incoerente ou sem direção. A maior dificuldade – na verdade eu acho impossível - é de o ouvinte conseguir absorver tudo o que acontece em Insolubilia em apenas uma ou duas audições, pois embora ele já possa agradar de primeira, certamente muitos detalhes lhe passarão despercebidos e merecem ser notados para que a experiência se torne cada vez mais completa. Um disco onde mais uma vez o que é evidenciado são os interesses ecléticos em que Paolo Botta consegue mostrar todas as suas raízes musicais.
11 - Frost* - Day And Age Um disco composto por oito faixas e pouco mais de cinquenta e três minutos que é um verdadeiro passeio pelo mundo moderno – e como já era e se esperar, referências à Covid 19 e a condição que ela nos impôs viver. Antes de começar a sentir a experiência da viagem por Day and Age, espere um disco com sentimento de desespero, esperança, saudade, confusão e medo, sendo tudo isso acompanhado sempre de melodias fortes e uma música inspiradíssima. Um álbum repleto de emoção e sensibilidade; uma verdadeira pérola musical com uma enorme ênfase em ritmos e poucos solos. Uma excelente jornada onírica que representa a quintessência do rock progressivo moderno, onde ao mesmo tempo em que possui o Frost* já conhecido por todos, também tem uma perspectiva um pouco mais variada do que ouvimos em discos anteriores.
10 - Cast – Vigesimus Como já sugere o nome, a banda mexicana Cast, por meio desse disco, chega ao seu vigésimo lançamento, e digo mais, o seu maior feito até hoje, pois apesar da banda já ter em sua discografia ótimos discos, nada soa com a magnitude Vigesimus. As melodias aqui estão simplesmente incríveis e cada música é escrita com extremo zelo e cuidado. Sei que um motivo que pode fazer com que muitas pessoas julguem um disco principalmente de rock progressivo antes de ouvi-lo, é o seu tamanho, ainda mais quando falamos de uma banda de pouco holofote, pois assim podem achar que é um álbum de enchimentos desnecessários, somente para que suas músicas atinjam determinado tamanho e sejam “mais progressivas”. Mas aqui eu já posso deixar garantido que não é isso que ocorre, são 76:38 de música em que cada um dos segundos é necessário.
9 - Sylvan – One to Zero One to Zero é o décimo disco da banda alemã de neo progressivo, Sylvan. Tudo aquilo que podemos esperar do grupo é encontrado aqui, suas belas melodias criadas com muita sensibilidade por meio principalmente de uma grande variação de teclado, guitarras melódicas e vocais de muito requinte. Outro ponto importante a ser citado em relação a One to Zero, é que ele soa de uma maneira mais convencional, podendo atingir em cheio o ouvinte de forma imediata, enquanto que, por exemplo, seus dois discos anteriores, Home (2015) e Sceneries (2012), precisam de um pouco mais de paciência para que cada uma das suas texturas musicais seja apreciada de forma plena. Mesmo sendo uma banda que considero bastante consistente ao longo dos anos e a cada lançamento, ainda assim, One to Zero me parece soar mais especial do que a maioria dos seus discos anteriores.
8 - Transatlantic – The Absolute Universe Após ouvir os seus primeiros acordes, me bateu uma sensação boa, mais ou menos como a de estar encontrando velhos amigos que há tempos estiveram longe de mim, e que agora perto, teriam muito boas histórias – que nesse caso seriam as músicas – para me contar. Eu ofereceria tranquilamente este disco para qualquer explorador como um dos melhores do gênero atualmente. Mais uma vez o Transatlantic soube produzir um álbum recheado de melodias, harmonias e arranjos engenhosos, além de musicalmente quase sempre complexo e desta vez de um conceito lírico contemporâneo. Vale lembrar que o disco possui três versões diferentes – duas em CDs e mais uma em Blu-Ray -, com durações diferentes, arranjos diferentes e às vezes até mesmo vocalistas diferentes.
7 - Turbulence - Frontal Sem dúvida o melhor disco de metal progressivo do ano. Acho que qualquer um que gosta de metal progressivo, sabe que não é uma das tarefas mais fáceis achar hoje em dia uma banda que possua uma sonoridade própria dentro do gênero, porém, é exatamente isso que os libaneses da Turbulence mostram por meio de Frontal. Do começo ao fim, Frontal entrega uma música extremamente bem organizada e poderosa, além de muito rica em texturas. Muito mais do que apenas um disco qualquer de metal progressivo, a banda mostra suas influências em meio a uma sonoridade própria e extremamente cativante. Sem dúvida alguma, trata-se de uma das maiores surpresas que tive esse ano.
6 - The Neal Morse Band - Innocence & Danger Innocence & Danger é mais um excelente capítulo discografia de Morse, que me surpreendeu até por soar de forma mais diversa do que eu esperava, e com isso, um pouco fora da sua conhecida zona de conforto, mostrando novamente uma banda com excesso de inspiração a ponto de Morse ter que quebrar a sua promessa de que não seria um disco duplo. Mas é bom deixar claro que apesar dos seus quase 100 minutos de duração, não existe nenhum tipo de preenchimento ou gordura desnecessária. Quando falamos da elite do rock progressivo moderno, é impossível não citar um nome como o da The Neal Morse Band. Com Innocence & Danger a banda entregou algo que pode ter empurrado inclusive o seu sarrafo ainda mais pra cima.
5 - Antony Kalugin - Chameleon Shapeshifter Ao contrário do que aconteceu nos discos anteriores, Marshmallow Moondust e Stellar Garden - também de 2021 -, aqui ele não está sozinho, tendo na banda alguns nomes já conhecidos – por quem acompanha a carreira do músico com a Karfagen - na sua companhia, como Oleg Prokhorov (baixo), Elena Kushiy (flauta), Olha Rostovska (vocal) e Max Velychko (guitarra). Antony mais uma vez mostra um talento criativo impressionante por meio de composições que são extremamente edificantes e emocionantes obras de arte do rock progressivo sinfônico. As paisagens sonoras são quase cinematográficas, além de completamente encharcadas de melodias que fazem com que a experiência de ouvir o disco seja algo quase que celestial.
4 - Shamblemaths - Shamblemaths 2 Há cinco anos, dois músicos - o multi-instrumentista Simen Ellingsen e o baixista Erik Husum – entregaram um álbum surpreendente e cheio de estilo de música progressivo. Em 2021, Simen Ellingsen está de volta, mas agora tendo como companheiro Ingvald Vassb – bateria e xilofone. Se você gosta de um disco de rock progressivo que parece sempre está caminhando entre uma sonoridade explosiva e linhas sombrias, muito provavelmente você vai querer passar muitas horas ouvindo esse álbum. A maneira com que as nuances se desenvolvem aqui faz com que o ouvinte seja transportado de uma sonoridade 8 para uma 80 em questão de segundos. Certamente um disco extremamente inteligente e bem planejado do começo ao fim.
3 – Big Big Train - Common Ground Uma banda que sempre opta por manter a sua tradição de narrativas dramáticas, mas também abordando questões muito mais próximas das encontradas em lares comuns, como os bloqueios trazidos pela Covid 19, a separação de entes queridos, a passagem do tempo, a morte de pessoas próximas, a esperança interna que pode renascer por meio de um grande amor. Common Ground é um pouco diferente do que os fãs estão acostumados, não apresentando uma sonoridade tão pastoral ou retrô quanto a que estamos acostumados em ouvir, pois embora seja possível notar facilmente esses elementos, a entrega aqui é de um rock progressivo mais moderno, fresco e até peculiar. Como nota triste, não tem como deixar de comentar o falecimento de David Longdon, vocalista e um dos principais compositores da banda menos de quatro meses após o lançamento do disco.
2 - Caligonaut - Magnified As Giants Apesar do nome Caligonaut ser uma novidade, trata-se do alterego de um nome não tão desconhecido assim, Ole Michael Bjorndal, um veterano no rock progressivo que tocou em bandas como Oak, Airbag e Bjorn Riis. Magnified As Giants é o primeiro lançamento do projeto e que conta com oito músicos convidados, sendo Bjorndal o encarregado da guitarra e vocais. Tudo é muito melódico e implanta aspectos do rock progressivo sinfônico, neo progressivo e do rock espacial, soando em alguns momentos bastante floydiano, fazendo com que construções melódicas simples se transformem em composições progressivas extensas. O disco traz de volta sons de bandas clássicas do rock progressivo, ao mesmo tempo em que traça uma nova direção para o progressivo clássico.
1 - Drifting Sun - Forsaken Innocence Forsaken Innocence é o sétimo álbum do projeto multinacional de neo progressivo, Drifiting Sun. Me senti simplesmente oprimido pelo brilho musical de cada uma de suas faixas, pois se trata de um verdadeiro passeio pelo paraíso de um neo progressivo genuíno, fazendo parecer que a essência de gigantes do gênero como IQ, Marillion e Pendragon foram destiladas e agregadas em performances calorosas, que variam entre momentos de pura força e energia a outros de delicadeza e elegância. De música profunda e diversificada, o disco flui naturalmente, onde além do seu som, destaca-se também seu conteúdo lírico de muita riqueza. Fúnebre e enigmático, a banda expressa uma luta entre o bem e o mal, além de uma busca pela inocência perdida dentro de nós. Um disco impregnado de músicas cheias de beleza, energia, impulso, entusiasmo, técnica e criatividade extrema.


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2 comentários:

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André Luiz Paiz 28/12/2021

Webmaster

28/12/2021

Belíssimo artigo e com escolhas excelentes. Adorei NMB, Transatlantic, Drifting Sun, BBT, Kalugin, LTE muita coisa boa esse ano.

user

Tiago Meneses 04/01/2022

Colaborador Especialista

04/01/2022

O ano no mundo progressivo tem sido excelente todos aos anos e sai ano. Estou aqui escrevendo isso no dia 4 de Janeiro e já tem disco - excelente - novo da Karfagen rs.

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Sobre Tiago Meneses

Nível: Colaborador Especialista

Membro desde: 28/09/2017

"Sou poeta, contista e apaixonado por música desde os primórdios da minha vida, onde o rock progressivo sempre teve uma cadeira especial."

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