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Lars Ulrich, que houve com ele?

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Por: Fábio Arthur

13/03/2021

Lars sempre foi o líder por detrás do Metallica, o cara seguiu a vida sendo filho de família pródiga em poder aquisitivo superior e de família europeia. Hoje, com 57 anos, ele não precisa provar nada para ninguém, sim, de fato ele fez tudo que podia quando jovem, e assim, após um tempo de drogas, estradas, e riquezas ainda maiores, Lars desenvolveu um teor de fora da concepção normal, saindo da técnica e não tendo mais evolução e sim parando no tempo.

Mas enfim, com os primeiros discos ele trouxe algo intenso, dois bumbos, batidas fortes, e agilidade, sua técnica foi melhor executada em ...And Justice for All e Black Album. Lars sempre teve problemas de tempos musicais, ele atravessa e perde o rumo, algo que ao vivo não teve conserto até hoje. Mas no estúdio melhorou em Master of Puppets, pois o metrônomo, a mando do produtor, foi algo bem impiedoso com baterista.

Lars, não desenvolveu sua técnica da noite para o dia, e sim quando chegou em 1988, trouxe uma evolutiva forte com tempos alternados e afins, mas, com o andar do tempo em 1991, ele foi obrigado a fazer aulas de bateria e reaprender a tocar de forma mais ampla e mantendo a técnica de antes.

Agora, sendo honesto, a bateria de Load não deixa a desejar, o que ocorre em pior seria que quando a banda seguiu anos em frente, Lars deixou de tocar até mesmo o básico ao vivo. Cansado, cheio de dinheiro e muito além de um músico de Heavy, o mesmo deixou tudo para todas as obras do passado.

Se vocês ouvirem as obras da banda ao vivo em bootleg, vão ver atravessadas homéricas, em momentos que nem imaginamos, o que trouxe um Lars sem humildade e uma falta de bom senso, apesar de ser um baterista bem considerado. Parte de gostos pessoais, mas eu ainda defendo o Lars até o Load como a um baterista muito bom.

Lars veio da época em que Maiden, Judas e Angel Witch eram suas fontes e o que depois veio formar outras influências com o contato com Mercyful Fate. Mas acabou por se tornar um músico que fica entre o bom e mediano para os fãs e críticos.

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