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Judas Priest no Rock in Rio II

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Por: Fábio Arthur

23/01/2021

Essa foi, creio eu, a grande surpresa do festival número dois do Rock in Rio, apesar de termos o Sepultura engajando seu novo patamar sonoro e o Megadeth entoando um dos seus melhores trabalhos, aqui foi o Priest que manteve a chama Metal acesa. A banda vinha da turnê de Painkiller e trazia um som pesado e bem forte como nunca havia feito anteriormente.

No festival, algumas coisas bem chatas ocorreram, tais como na noite do Metal, quando colocaram o Guns n Roses para fechar. Apesar de trazer público ativo, a banda não tem nada a ver com o estilo citado e ficou ditando regras para os grupos anteriores; caso da penúltima banda o Judas Priest.

Um dos desafetos foi que o Judas não poderia usar a estrutura toda de palco, outro, foi o set de luzes e em terceiro, a Harley em que Halford começa o show, essa última descumprida pela trupe do Judas, e com razão.

Sem contar que não há comparações, o Judas se mostrou na época na faixa dos 40 anos de idade e deu um concerto maravilhoso, cheio de gás e que colocou o Guns lá para baixo, a não ser pelos fãs fanáticos do grupo e modistas de época.

O Judas entrou no palco de couro e já de cara enviaram Hell Bent for Leather, com um vocal arrasador de Halford, que berrava durante a canção em performance altamente metálica. Ao final, os gritos foram tão fortes que surpreendeu até os apresentadores da emissora que transmitia aqui no país. E que gritaria sadia, um alcance vocal perfeito e logicamente mostrando que as imposições de Axl não eram nada e eles eram os donos da noite.

A banda tocou de forma ácida e distribuindo metal até o osso. Dá-lhe momentos sensacionais, como a própria Painkiller, Grinder, Living After Midnight, All Guns Blazing, Beyond the Realms of Death, Metal Gods, Elétric Eye, entre outras. 

A banda sofreu com calor carioca, mas não arrego na dosagem voraz de seu propósito. Fato - isso conversei com várias pessoas já -, que, quando acabou o Judas, foram embora, pois não tinham mais razão para continuar ali após o furacão britânico.

Não pude ir nesse Rock in Rio, pois quando consegui liberação para a data já haviam se esgotado os ingressos. Eu havia pedido para um amigo do Rio para comprar para mim e ele não conseguiu nem para ele, a não ser os fakes de cambistas. Enfim, vi pela tv e hoje tenho o bootleg em DVD, que até mesmo sempre assisto, pois, diferentemente do YouTube, ele está com um tratamento melhor e com menu e etc, coisa de profissional, parecendo um oficial de verdade.

Judas no Rock in Rio foi uma surpresa enorme e grata. Fonte de inspiração e mostrou uma fase que, após ela, Halford deixaria a banda.

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