Black Sabbath: Soturno e diabólico na fase Dio

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Por: Fábio Arthur

Colaborador Especialista

17/11/2020



Dio caiu como a uma luva dentro do Sabbath. O grupo estava sem chão após a partida de Ozzy.

Enfim, o começo de nuances férteis chegou de cheio ao grupo; com voz forte e alta capacidade de compor, o Sabbath se viu em um apogeu com Dio.

"Heaven and Hell" seria hoje e sempre considerado um dos Marcos do Metal. O fato é que, junto com a trupe antiga incluindo o mega Bill Ward, a banda deteve poder de fogo incisivo.

O disco chega com pouco dos anos 70, talvez a faixa "Lady Evil", e mantém a direção com Heavy Metal clássico no restante do álbum.  A mudança foi grata e eu adoro essa fase do grupo, é algo bem coeso. 

Em seguida, com "Mob Rules", a coisa manteve a fonte inspiradora, trouxe Appice na bateria e evoluiu em sons bem na linha que seria após o Dio em carreira solo.

Apesar dos problemas inúmeros, "Live Evil" traz o único registro forte da época e que movimenta até mesmo quem esperava algo ao vivo do Sabbath. Dio canta muito bem os sons de Ozzy, mas não é Ozzy; digamos, faltou algo do teor original.

Anos luz depois veio "Dehunanizer" e a banda aportou no Brasil com um disco pesado e voraz, álbum esse que ouvi muito sem cessar e que é um dos meus preferidos.

Dio depois voltou, mas isso é outra história/matéria. Sabbath com Dio tem seu valor e tem seu fundamento, Metal e forte no quesito vocal e estrutural. 

Difícil alinhar as comparações, ficando claro que a banda mudou totalmente, mas ainda sendo incisiva.


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Sobre Fábio Arthur

Nível: Colaborador Especialista

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"Obtive meu primeiro contato com o Rock, com o grupo KISS no final de 1983, após essa fase, comecei a me interessar por outros grupos, como Iron Maiden, do qual ganhei meu primeiro vinil o "Killers" e enfim, adquiri o gosto por outras bandas, como Pink Floyd, John Coltrane, AC/DC entre outras."

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