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Scorpions, discografia comentada - parte final

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Por: Fábio Arthur

08/11/2020

Nessa última parte da discografia dos Scorpions eu resolvi fazer por escrito ao invés do canal no YouTube.

Após o disco de 1999 e o fiasco musical, a banda retoma a força com "Unbreakble", de 2004, com teor mais nobre e na linha pesada de outrora, o grupo ressurge forte e com músicas elementares e também com afinações baixas.

Antes disso tudo, temos que lembrar de "Acoustica", de 2001, que rendeu ao grupo o novo apogeu, mas sem a força rocker da banda. Talvez esse ao vivo fosse salutar para rádios e afins, mas para os fãs não era em demasia.

"Humanuty - Hour" veio em 2007, com o flerte ao não rock pesado e sim do Pop e Hard, com letras ótimas mas apelo musical fraco perante o disco de 2004.

Em 2010, o disco "Sting in the Tail" prometia a volta ao Heavy do passado, mas o que ficou foram apenas algumas faixas mais Hard e com algum apelo Metal nas entrelinhas, ou seja, a banda obteve até sucesso, mas não entrou com toda força voraz de antes. Os fãs até gostam desse disco.

Em 2011 "Get your Sting..." trouxe algum momento ao vivo até que forte, impactando a mistura de sons antigos e novos. 

"Comeblack" trouxe a banda a um momento enjoativo e caça níquel, pois as releituras de baladas e algo de covers, como faixas até do Slade, não surtiram o efeito concreto e o disco passou a ser considerado um elemento frágil e sem algum atrativo. Afinal, ninguém quer regravações de baladas antigas e afins.

Após esse feito a banda voltou com algo acústico e elementos mais frágeis em 2013, no "Unplugged", e assim obteve novamente um certo caráter de divisão de fãs. 

Pouco atrás, em 2015, a banda chegou com "Return to Forever" e confesso eu que ouvi o disco apenas uma vez, pois foi um elemento ingrato e fora de questão.

Agora para 2021 o Scorpions promete outro "Lovedrive" de 1979, o que nós sabemos que vai ser bem difícil, então a espera por outro disco Hard é mais aceitável, pouca relevância e algumas baladas bem enjoativas.

A banda fez recentemente um vídeo/música para pandemia e novamente a coisa ficou chata e parecendo algo na linha pop melosa. 

É uma grande banda, que reinou com os maiores, mas seu tempo se foi, ficando lá atrás nos anos 70, 80 e começo dos 90.

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