More: Entendendo a magia do Pink Floyd

Relacionado com: Pink Floyd

Artigo

Por: Fábio Arthur

Colaborador Especialista

20/10/2020



Esse é um disco do qual, a banda aqui se motivou por todo o aparato em sua volta e antecipou algo de que não seria razoável em época; simplesmente hoje é uma obra clássica.

O disco traz um infortúnio, gravado no Pye de Londres - estúdio -, e entre esses meados de 1969, o grupo se moveu entusiasmado pela característica musical, e cinéfila. O maior equívoco do Pink Floyd, foi transitar não somente em "More" como em outros percursos sobre a ótica de que seria salutar a parceria cinematográfica. Pois, de certo na Europa daqueles anos, jovens artistas detinham a confiança e a total vontade de voltar sua face para esse miolo característico.

As filmagens da película se deram em Ibza, em princípio, o comprometimento com a elaboração foi totalmente incisiva e com o afortunado apoio, após, da major EMI e Columbia. Com seu complemento lançado ao mercado, o filme e o disco, a banda conseguiu vender algo e chegou ao top de número 10 na Europa. 

Em minha visão, trata-se de moldar o todo como uma obra de Pink Floyd, de que ao certo não soa em profundo como o Floyd e sim de maneira mais acertada com a arte imposta e proposta; assim funcionava a banda.

Trabalhando por duas semanas consecutivas, acredito que o resultado do álbum é até mediano, foge do comum do grupo e envolve algo também que parece ser uma visão da banda meio distorcida em demasia. E em arte também. O filme não traz algo tão cult quanto seu desígnio, e sim mescla sensações em final de década e mantém a temática inserida por um andamento por vezes nada coeso.

Em maioria das resenhas, os que a constroem, sejam brasileiros ou não, acabam por sucumbir em relatos pouco convincentes e se deixam levar por ser Pink Floyd. No livro (em inglês) "The Ultimate Reference" sobre o grupo, a coisa acontece em detalhes minuciosos sobre esse disco, e assim o leitor obtém a fonte digna de informações mais realistas e sem o pecado da euforia de fã (cego).

Para esse disco - "More" - até sua arte de capa foi algo que convenceu os fãs e assim o é até os dias de hoje, mas na verdade foi uma tentativa de soar como nos primórdios do grupo e vender de cara e bem, só que a coisa não entrou no caminho concreto. Para se ter uma ideia o Floyd iria se dar bem em seu disco sucessor, e assim a história de idas e vindas entre sucesso e fracasso - mesmo que não na face -, aportaria de forma única a carreira interna e externa do grupo.

O importante é que quando o Floyd se tornou gigante a banda passou em ter no seu catálogo todo apoio de mídia, e esse entre outros álbuns acabaram por serem tidos como fluentes e importantes.

Gosto do início dessa obra, depois ela flui de forma irregular. Sendo honesto, ouço ele como trilha de filme feita por Floyd e com a capacidade de um fã cético e crítico total.


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Sobre Fábio Arthur

Nível: Colaborador Especialista

Membro desde: 04/02/2018

"Obtive meu primeiro contato com o Rock, com o grupo KISS no final de 1983, após essa fase, comecei a me interessar por outros grupos, como Iron Maiden, do qual ganhei meu primeiro vinil o "Killers" e enfim, adquiri o gosto por outras bandas, como Pink Floyd, John Coltrane, AC/DC entre outras."

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