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A Fase Tony Martin no Sabbath: Um capítulo esquecido na história

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Autor: Daniel alves Ribeiro

24/08/2020

A Fase Tony Martin no Sabbath: Um capítulo esquecido na história.

Black Sabbath é melhor com Dio ou Ozzy? Acredite se quiser, mas até hoje essa discussão figura até as mais longínquas galáxias do nosso universo, mas eu diria mais que o Black é bom com Tony Martin também, mas quem raios é esse cara? é infelizmente para muitos fãs do passado e do presente também a voz de Tony não faz parte da história dos ingleses, sendo assim aproveitando que o TYR completou ontem 30 anos de existência na última sexta-feira, resolvi redigir algumas poucas linhas para falar desse grande artista que é até hoje um dos mais subestimados da história do Metal. 

Sejamos realistas em dizer que o Black Sabbath já teve mais formações que a seleção brasileira, principalmente na parte de Frontman, após a lacuna deixada pelo nosso querido Ozzy Osbourne, seria difícil pensar quem ocuparia tal posto, mas eis que surge uma luz no fim do túnel e surge o nosso jaz finado querido baixinho Ronnie James Dio que não desapontou pelo contrário assumiu a responsabilidade com louvor, mas entre idas e vindas ele ao lado de Ozzy queria alcançar voos mais altos e como o Madman decide investir em sua carreira solo, e o sentimento que fica é de e agora que poderá nos defender? Eis que surge a notícia que a banda recruta um novo vocalista Anthony Philip Harford mais conhecido como Tony Martin e uma dúvida rondou a cabeça dos fãs como a banda conduziria suas obras daí por diante ? 

Eis que em 1987 chega a hora de Martin mostrar para que veio, sabe aquele disco, daquela banda que você curte pra caramba mas que, por algum motivo do destino nunca é lembrado pela crítica ou até mesmo por você? esse é o The Eternal Idol um disco que viria a ser gravado com Ray Gillen do então badalado Badlands, mas que de última hora acabou pulando fora do barco e o disco teve que ser regravado com Tony assumindo os vocais, e adivinhem o resultado qual foi ? para este que vos fala não poderia ser melhor pois, além de cantar em tons altos, tinha um timbre ótimo e compunha muito bem e mesmo com um forte apelo comercial ele ainda não tinha caído no gosto de todos, que ainda tinham dúvidas sobre o futuro.

 Mas creio que em 1989 ano que eu nasci vejam só ? vem a obra prima dessa nova era Headless Cross meteu o pé na porta e trouxe o Sabbath em sua melhor forma um disco com músicas ótimas Martin solta de vez a voz aqui e mostra que não veio no mundo a passeio, um álbum que com certeza merece o título de clássico. 

Mas como nem tudo são flores, e como diria uma velha lei do show business tudo que sobe um dia tem que descer, e a chegada do fatídico ano 1990 não foi nada fácil para a banda TYR que seria o álbum a seguir novamente plantou uma dúvida na cabeça dos fãs uma mistura de obscuridade temas da mitologia nórdica e um som mais puxado definitivamente para o hard rock em algumas faixas fizeram deste álbum um trabalho subestimado por muitos, o que eu acho uma pena. 

Os dois últimos trabalhos de Tony com a banda que viram 2 anos depois de Dio fazer uma ponte novamente na banda lançando fantástico e pesadíssimo Dehumanizer, também trariam aquela velha desconfiança Cross Purposes traria novamente a formula usada em TYR um disco obscuro e melancólico em que a música The Hand Rocks the Cradle serviu de trilha sonora para o ótimo suspense 90's A mão que balança o berço, inclusive se você não viu ou não conhece é uma ótima escolha de filme pra se ver nesse fim de semana de muito frio.

 Já o fim se daria com Forbidden um disco que até hoje é massacrado com todos os requintes de crueldade possíveis, principalmente por sua produção pobre e mal feita, fato esse que eu também concordo mesmo gostando do álbum. 

Concluímos ao fim desta resenha que vocalistas substitutos ainda são um verdadeiro tabu em bandas famosas e que sua aceitação é um desafio e tantos para os fãs afinal ouvir um álbum de "cabeça aberta" como todos dizem nunca foi e nunca será uma tarefa fácil pra ninguém.

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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