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Os dez melhores do ano, segundo o autor

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Autor: Marcio Alexandre

28/11/2019

O ano de 2019 está terminando e durante todo esse período, vários lançamentos do Heavy Metal pipocaram dos mais diversos locais do mundo, envolvendo vários gêneros dentro do estilo, e aqui, fiz um apanhado dos dez melhores do ano. Acompanhe só!

10 - As I Lay Dying - Shaped by Fire
Lançado em: 20 de setembro

O sétimo disco trazia o retorno do As I Lay Dying as atividades após uma pausa que fizeram devido aos problemas com a justiça do vocalista Tim Labesis. O tempo não foi problema para a banda que voltou na sua melhor forma e trouxe um disco rápido, pesado e agressivo. Todas as veias raízes do grupo estão lá e o disco não decepciona mesmo aqueles que não tem muito contato com o nome. O trabalho conta com a participação especial do vocalista do August Burns Red, Jake Luhrs. Um ótimo retorno e que prova que a banda ainda tem muito o que trilhar pela frente. 9 - Soilwork - Verkligheten Lançado em: 11 de janeiro
O 11º disco do Soilwork chegou logo no comecinho do ano e trouxe como sempre um alto nível em suas composições. Os lados mais groovados com boas doses de peso estão lá, aliados à potente e afinadíssima voz de Björn Strid que solta aqueles refrões que nos pegam de cara, característica esta há muito tempo empregada pela banda. O trabalho ainda contou com participações especiais de Alissa White-Gluz do Arch Enemy e Tomi Joutsen, do Amorphis. 8 - Fire From the Gods - American Sun Lançado em: 1 de novembro
O trabalho traz uma banda ainda jovem, pois só contam com dois trabalho no currículo e trazem aquela sonoridade que em algum momento você vai dizer já ter ouvido. De fato eles não trazem nada revolucionário, porém a proposta do Fire From the Gods, seguindo os passos do P.O.D, inclusive tendo a participação do vocalista Sonny Sandoval no trabalho, é cumprida. Eles trazem aquele som que mistura o rock e o rap, uma pequena dose do Rasta. Se ainda não conferiu, dê uma oportunidade. 7 - William DuVall - One Alone Lançado em: 4 de outubro
Este não é um disco de Heavy Metal, muito pelo contrário, se trata de um trabalho muito longe desta proposta. William DuVall se distancia da sonoridade pesada de sua banda, o Alice in Chains, e cria algo mais intimista somente com violão e sua voz. O trabalho é de alto nível, traz composições que nos fazem viajar e extremamente bem arranjadas e a voz de DuVall como sempre é um prêmio poder acompanhar todo o seu poder. No disco ele faz um apanhado de composições novas e de algumas bandas pelas quais já passou, trazendo uma nova roupagem à elas e com seu charme particular em todas. Sem dúvidas uma das melhores audições do ano. 6 - Leprous - Pitfalls Lançado em: 25 de outubro
Depois de dividir opiniões no disco anterios, o Leprous trouxe esse ano "Pitfalls", o seu sexto disco de estúdio. Ali a banda passeia por alguns momentos já trabalhados, mas mais uma vez eles se reinventam e apostam no novo, trazendo música que passeiam entre o funk e o progressivo de uma forma um tanto natural. A voz de Einar Solberg continua mais do que afiada e um tanto presente, cheia de identidade e o vocalista sabe muito bem como fazer o uso dela. 5 - Dream Theater - Distance Over Time Lançado: 22 de fevereiro
O 14º disco de estúdio do Dream Theater, o 4º à contar com Mike Mangini na bateria e este o faz brilhar mais do que nunca. As composições se acertaram e todo o conjunto funciona de forma que há muitos anos e lançamentos não se via igual, com esse vigor e vontade de estar trabalhando. O som continua pesado, porém mais direto que antes, mas não tirando toda a virtuose característica da banda. O trabalho mostra que o Dream Theater ainda pode trazer bons resultados e acertar fazendo menos, sem se perder na sua própria abordagem. Ótimo disco no currículo dos caras. 4 - Alter Bridge - Walk the Sky Lançado em: 18 de outubro
Myles Kennedy e Mark Tremonti cada vez mais mostrando que são uma dupla e tanto na música. No sexto álbum do AB, os dois mostram que sabem exatamente o que fazer, o que querem e isso se transforma numa música cheia de vigor e energia que dá origem à este novo disco. O mesmo pode não trazer nada novo para a discografia da banda, mas continua o bom ritmo que a banda vem alcançando e se mantendo como uma das melhores bandas da atualidade e que ainda pode trilhar um longo caminho pela frente. 3 - Opeth - In Cauda Venenum Lançado em: 27 de setembro
O Opeth nunca decepciona em suas criações. Trouxe mais um belo trabalho, cheio de riquezas e de uma fluidez impressionante. O disco parece criar vida e sair da órbita nos levando juntos com toda a sua beleza. Todo o sentimento empregado ali, toda a delicadeza em cada minuto, desde a capa que por si só já é uma obra de arte, tudo compõe uma obra magnífica que merecia ser estampada nas paredes das maiores galerias de artes do mundo. Certamente uma das obras mais bem realizadas em todos os sentidos este ano.
2 - Slipknot - We Are Not Your Kind
o Slipknot também marcou vez este ano, e não trouxe pouca coisa. Seu novo trabalho trata de assumir o posto de melhor trabalho já lançado desde Iowa, o responsável por jogar de vez a banda no estrelato. Nesse novo momento, a banda está muito bem orientada, fazendo uma mescla extremamente bem acertada de todas suas fases, e principalmente por Jay Weinberg estar se sentindo em casa em seu segundo lançamento com a banda, criando linhas de bateria muito bem desenhadas. Ainda hoje a banda tem o rótulo de banda adolescente por muitos, porém, eles se mostraram muito maiores do que essa alcunha pejorativa e se mantem como um dos grande nomes atuais do Metal, e este novo trabalho só veio dar mais reforço para este cargo.
1 - Korn - The Nothing Lançado: 13 de setembro
Pesado. Sombrio. Melancólico. É assim que pode ser desenhando alguns adjetivos para o 13º disco do Korn. O trabalho todo traz à tona o luto e angústia pelo qual o vocalista Jonathan Davis passou em 2018 ao lidar com a perda da mãe e da esposa. Isso tudo se refletiu numa música carregada e cheia de sentimentos, com a sonoridade pesada de sempre, mas uma aura densa em volta de todos os minutos de duração das músicas. "The Nothing" entra para a lista de melhores na discografia do Korn e disparado um dos melhores trabalhos de 2019 por todo o seu conjunto de expressão e libertação que a música traz ao próprio vocalista, tanto para os fãs que se sentem protegidos e amparados na voz dolorosa de JD. Um trabalho impecável em todos os sentidos e que traz à música o verdadeiro significado da arte, a de chegar diretamente nas pessoas.

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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