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"Yesyears" é chapa branca, mas diverte

Relacionado com: Yes
Data: 29/05/2018
Por: Roberto Rillo Bíscaro

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Em 1991, o Yes já era uma banda “velha”. Na verdade, já o eram desde o fatídico 1977, mas, em 91 eram realmente quarentões. É, um dos grupos progressivos mais queridos/odiados e influentes; os ingleses estão mesmo há muito tempo na estrada e têm muita história para contar. Por isso, vale bastante o documentário Yes Years, que traça a história do conjunto desde seus primórdios sessentistas até o lançamento de Union de 1991, ano desse rockumentary.

Sem narrador, a trajetória do Yes é traçada a partir de entrevistas com quase todos os membros e ex-integrantes. História complicada, porque desavenças e egos inchados ocasionaram saídas, voltas e trocas na formação. Figuras públicas, os músicos são bastante diplomáticos e mantém uma “versão para a imprensa”, cheia de clichês como “diferenças criativas”, “cansaço”, “crescimento em outras direções” etc. Esses programas podem ser meio frustrantes, porque requerem extensa leitura de entrelinhas.

Rick Wakeman fala mais abertamente mal do experimental, megalomaníaco e chato Tales From Topographic Oceans (1974); Bill Bruford chama Robert Fripp, do King Crimson, de pretensioso, complementando com um “Deus o abençoe”; Jon Anderson finge arrepender-se de haver levado a banda a fazer algo que ninguém realmente tinha vontade e até admite o apelido de Napoleão (baixinho e mandão). Mas, na maior parte das mais de duas horas, temos a versão pública dos fatos.

Entretanto, é precioso aprender sobre o processo de composição de obras-primas como Close to the Edge (1972) e se tocar que a canção Yours is No Disgrace tem influência do tema do seriado Bonanza! Bobagem que fã adora. Recheado com trechos de shows e vídeos, que vão desde os anos 60 até os ensaios para Union, Yes Years é um diamante nesse quesito.

Não há quase informação – e nada de imagens – sobre o álbum de estreia. A ênfase é nos anos prog e na fase oitentista, mais para rock de arena, quando o Yes alcançou público inédito em termos de vendas e gritaria feminina em shows (mérito do guitarrista Trevor Rabin, como brinca seriamente Jon Anderson).

A história vai até o álbum Big Generator (1987). O imbróglio subsequente é estrategicamente deixado de lado. Nada sobre a batalha judicial entre Chris Squire (detentor da “marca” Yes) e Jon Anderson, Bill Bruford, Rick Wakeman e Steve Howe, que obrigou esses quatro a gravarem e excursionarem em um grupo cujo nome consistia em seus famosos sobrenomes. Union resultou, em parte, de pressão da gravadora, mas é apresentado como reunião quase espontânea de membros e ex-integrantes (Peter Banks ficou de fora).

Yesyears é um produto da própria banda, por isso, seria ingênuo esperar revelações bombásticas dos podres internos. A história está lá, como eles escolheram divulgar. As idas e vindas estão lá; a discussão se a história é “verdadeira” ou “falsa”, deixo para historiadores. Edulcorada ela é!


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