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Um ano sem Chris Cornell

Relacionado com: Chris Cornell, Soundgarden
Data: 17/05/2018
Por: Marcio Machado

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Se o termo “grunge” se faz um alguém estranho para você, então pode ser que o nome Nirvana lhe soe familiar, pois certamente em algum momento, já ouviu alguma música, ouviu  alguma camiseta vista pela rua com o símbolo do smile entorpecido. Pois bem, o Nirvana foi a banda que trouxe o movimento grunge para a moda, e alavancou vendas de All Star e camisas xadrez, mas, lógico que se tratando de um movimento, não era feito por uma única banda, tão quanto ou talvez até mais, outros grupos faziam parte daquela cena provinda da cidade de Seattle, nomes como o Alice in Chains, Pearl Jam e o nome que para muitos  é reconhecido como “pai”, o Soundgarden, e seu vocalista Chris Cornell,o galã de cavanhaque e olhos claros, dono de uma das vozes mais marcantes, com drives e potência incríveis.

Cornell viveu o drama dos personagens do movimento em questão, separação dos pais, depressão, drogas e a música como escape dessas lamurias. 

Nascido como Christopher  John Boyle, na já citada Seattle, em 20 de julho de 1964, filho do farmacêutico Edward F. Boyle, e da contadora, Karen Cornell, teve sua educação fundada em colégio católico, apesar de na sua maturidade afirmar não ter uma crença religiosa definida e se sentir livre para pensar no que quisesse a respeito. Aos nove anos, Chris descobriu numa casa vizinha abandonada uma coleção de discos do Beatles, passando dois anos ouvindo aquelas músicas e cada vez mais se identificando com aquele som, e assim foi criando seu laço com o estilo que lhe faria famoso. Mas foi nesse período que também ele se enveredou no caminho das drogas e uma severa depressão.

Cornell se voltou para a música como forma de terapia, se dedicando inicialmente ao piano, em seguida a bateria, e no ano de 1984, conheceu o guitarrista Kim Thayil, e juntos formaram o Soundgarden, que estourou ao mundo em 1991, com o álbum, Badmotorfinger, e em 1994, lançam seu maior sucesso comercial, o Superunknow, álbum que contém a faixa mais conhecida da banda, Black Hole Sun. Antes do sucesso com a banda principal, Chris ainda gravou um disco com o Temple of the Dog, que contou com a participação de Eddie Vedder do Pearl Jam em uma faixa no ano de 1990. 

Em 1997, a banda anunciou seu fim, com Cornell dando seguimento a sua carreira solo, até em 2001 se juntar aos músicos do Rage Against The Machine, firmando uma nova banda, o Audioslave, que lançou três discos de sucessos bastante expressivos, mas por conflitos pessoais e musicais, em 2007, Chris anunciou que deixaria a banda, voltando à alguns trabalhos solos, inclusive compondo uma canção para o filme 007 – Cassino Royale.

Em 2009, em seu Twitter, o vocalista anunciou que o Soundgarden se reuniria e voltaria às atividades, e assim se seguiu um dos poucos sobreviventes do que talvez seja o mais importante movimento musical dos anos 90, até o ano de 2017, onde se deu mais uma tragédia de forma inesperada com um nome do gênero, Chris Cornell cometeu suicídio em 18 de maio, algumas horas após se apresentar com a banda em Detroit. Seu funeral foi acompanhado por nomes de famoso tanto no metal quanto do cinema, inclusive, tendo Chester Bennington, do Linkin Park, um de seus amigo mais próximos, cantado a canção “Hallelujah”, que tragicamente meses depois encontrou o fim da mesma forma. 

Um dos maiores cantores, carismático, sensível, mas como muitos, atormentados por demônios que se fizeram mais fortes e o levaram deste mundo. Que  ele esteja em paz onde estiver agora, e sua obra perdura aqui conosco! 


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