Bem-vindo ao 80 Minutos

Nós amamos música e adoramos compartilhar nossas avaliações sobre os álbuns de nossas bandas favoritas.

...

O Homem da Vida de George Michael Foi Um Brasileiro

Relacionado com: George Michael
Data: 12/05/2018
Por: Roberto Rillo Bíscaro

Acessos: 166

Compartilhar:

Facebook Twitter Google +

George Michael praticamente finalizara o documentário Freedom, quando surpreendeu com sua morte, no Natal do ano passado.

Os 90 minutos são recheados de estrelas da música e da moda, elogiando-o. Como em The Story Of Kate Bush (link para a resenha ao fim desta), entrevistados ouvem canções e as comentam e reagem. É meio estranho ver as caras do pessoal ouvindo as canções. Nile Rodgers chora; Liam Galagher simula karaokê, enquanto compara Michael a John Lennon e pragueja; Elton John confessa inveja por não ter composto a abertura de Freedom.

Muito competente e elegantemente controlado pelo artista, Freedom não revela “podres”, como a prisão por solicitação sexual em Hollywood. George saiu do armário porque estava pronto, não porque foi puxado por um escândalo. Então, tá.

Também discorre muito sobre o processo movido contra a Sony, porque o artista se considerava escravo (bilhões discordariam de você, Georgy Porgy!). Há que se notar a eloquente ausência da outra metade do Wham!, Andrew Ridgeley. Será que o “melhor amigo” não é tão A-lister como Mark Ronson ou Steve Wonder? One wonders.

Mas, no que foca, Freedom o faz com gosto e sensibilidade, confessando sem pudor que George Michael sempre sonhou em ser superestrela, mas quando isso ocorreu, não imaginava que seria em proporções de supernova. Faith, seu torpedo pop soul, de 1988, papou até os mais cobiçados prêmios da música negra e isso não passa impune. O cara tinha talento, isso não dá para negar.

George Michael escolheu a estrutura narrativa da diva solitária, abatida por tragédias e descontente com a fama, que resolve afastar-se dos holofotes, daí a ausência de promoção do álbum Freedom.

Essa escolha narrativa possibilita a tocante sinceridade de Freedom, porque o músico dedica generosa porção a seu namorado brasileiro Anselmo Feleppa, falecido em 93 devido a complicações pelo HIV. Admitido como o amor de sua vida, Michael sequer pôde expressar sua dor publicamente, porque ainda faltavam anos pra que assumisse publicamente sua homossexualidade. Sua raiva então foi canalizada para o processo contra a Sony e rendeu uma de suas performances ao vivo mais reconhecidas, o tributo a Fred Mercury, também morto devido ao HIV. Imagine saber que você pode ser portador de um vírus letal, perder o namorado e depois a mãe, de câncer.

Freedom serve muito para as novas gerações conhecerem o auge desse superastro. Também faz quem acompanhou seu apogeu rememorar.


Quer Mais?

Veja as nossas recomendações:

Um ano sem Chester Bennington

Por: Marcio Machado
20/07/2018
Relacionado com: Linkin Park

Um ano sem Chris Cornell

Por: Marcio Machado
17/05/2018
Relacionado com: Chris Cornell, Soundgarden

Duran Duran: a história até o ano 2000

Por: Roberto Rillo Bíscaro
23/06/2018
Relacionado com: Duran Duran

Jeff Beck: 74 anos de um guitarrista inigualável

Por: Márcio Chagas
25/06/2018
Relacionado com: Jeff Beck

Boy George teve caso com vocalista de banda punk

Por: Roberto Rillo Bíscaro
27/04/2018
Relacionado com: Boy George

A situação é grave...Os 15 Baixistas mais influentes do rock.

Por: Márcio Chagas
23/05/2018