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Os Melhores Lançamentos do ano de 2018

Data: 11/12/2018
Por: Márcio Chagas

Acessos: 154

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Bem, em primeiro lugar acho muita pretensão escrever uma matéria anunciando os melhores discos de 2018. E me deixe aqui fazer a devida correção informando que obviamente essa seleção leva em conta puramente meu gosto pessoal e eclético. 

Tentei fazer uma lista mais homogênea possível, acrescentando todos os estilos que consegui escutar nestes ultimo ano. Claro que ficou muita coisa boa de fora, pois não tive acesso a vários álbuns e outros ainda não consegui escutar de maneira adequada para fazer uma análise. Além do mais não dá pra fazer uma lista imensa, principalmente se levarmos  em conta a quantidade de lançamentos que apareceram no mercado fonográfico nestes últimos doze meses.

Abaixo listei meus doze álbuns favoritos lançados este ano. Não tive a intenção de fazer uma crítica elaborada em cada um deles, afinal, o 80 Minutos tem uma seção especial com essa finalidade. Apenas trago informações adicionais acerca de cada álbum.

Se você acha que deixei de fora algum lançamento indispensável, deixe sua opinião nos comentários. 

Ana Popovic - Like It on Top. Ana trouxe mais uma vez até nós seu blues encharcado de soul e pitadas esparsas de pop. Além de uma das maiores vozes da atualidade, a bela ainda manda muito na guitarra, compõe maravilhosamente bem  e em seu oitavo álbum de estúdio se cerca de feras como os guitarristas Robben Ford,  Keb Mo e Keyne Wayne Sheppard.  Um disco orientado pela sua bela voz e com guitarras pungentes na base sustentando os arranjos. Uma pedrada atrás da outra;

Arena – Double Vision. Resolvi escutar este CD após ler a Resenha do André Luiz Paiz aqui no site. Realmente me surpreendi com a qualidade do trabalho. Se você conhece o som do grupo não espere nenhuma sonoridade nova, é apenas rock progressivo (ou neo prog) bem tocado e arranjado, com ótimas composições viajantes, arranjos rebuscados e muito bem estruturado. Mas não é isso que todo fã de progressivo espera?  

Charles Bradley - Black Velvet. . A lenda do soul perdeu sua batalha para o câncer no ano de 2017, mas nos deixou uma despedida irrepreensível, onde o cantor transita com desenvoltura pelo soul e o funk americano, fazendo algumas releituras interessantes inclusive “Stay Away” do esquizofrênico Nirvana. Este trabalho é a prova cabal de que o cantor nos deixou cedo demais com uma obra genial e inacabada; 

Chick Corea – Triology 2. Um dos maiores nomes do jazz contemporâneo, fundador do combo fusion Return to Forever e membro do grupo de Miles Davis em sua fase mais fusion, Chick dispensa apresentações pra quem curte boa musica instrumental. Este ano, o pianista convocou novamente seu antigo parceiro, o baterista Steve Gadd e o baixista prodígio Christian Mcbride, para gravarem o segundo volume da serie Triology. O resultado é a perfeita junção de seu piano lírico e atonal amparado por uma cozinha impecável. É o melhor do jazz tradicional em mais de 120 minutos de música;

Bixiga 70 - Quebra Cabeça. A big Band multicultural coloca na praça seu novo álbum. Um trabalho completamente instrumental, com influências de afrobeat, jazz, reggae, funk, soul e ritmos africanos, tudo misturado em um mesmo caldeirão. Um trabalho que reforça a identidade própria do combo e os eleva a um dos grandes representantes da musica instrumental brasileira;

Boz Scaggs - Out of the Blues. O cantor e guitarrista é desconhecido até mesmo do público mais entusiasmado com a música. Mas Scaggs, além de ter sido vocalista do grupo de Steve Miller nos anos 60, possui uma regular carreira solo ligada ao rhytm and blues, com influências do velho rock e ate mesmo do jazz. Seu 19º trabalho de estúdio traz o cantor em grande forma, colocando seu vozeirão a serviço das canções.  Suas influências vocais vão de Frank Sinatra a John Mayall, passando por Neil Young. Aliás, o cantor grava aqui uma deliciosa versão pra “On The Beach” do velho lobo canadense;

Elza Soares – Deus é Mullher. Com mais de 80 anos, Elza continua cantando uma barbaridade. A diva se aproximou de compositores contemporâneos como Pedro Luis,  Tulipa Ruiz e gravou uma obra refrescante, imersa na brasilidade, com ênfase na politica e cultura negra. Uma cantora subestimada, que se fosse americana estaria ao lado das grandes divas;

 Crippled Black Phoenix -  Great Escape. O Trio inglês de Bristol lança seu décimo trabalho de estúdio trazendo sua mistura de rock progressivo com elementos  pscodelicos. Porém  o grupo tem uma visão mais contemporânea do psicodelismo que as bandas setentistas, remetendo aos trabalhos do Porcupine Tree nos anos 90. Um trabalho irrepreensível;

Ed Motta – Criterion of the Senses. Um trabalho elegante e rebuscado, onde Ed tenta dosar suas influências de soul, funk, pop música brasileira e jazz, valorizando arranjos e instrumentos. Um passo evolutivo na carreira do músico que há alguns anos vem se afastando do seu lado mais comercial para nos brindar com trabalhos mais complexos e cheios de musicalidade;

Joe Bonamassa – Redemption. Tudo que o guitarrista americano lança é recheado de qualidade e cuidado. Após um disco mais denso ("Blues of Desperation", de 2016), o guitarrista resolveu gravar um trabalho mais dinâmico, com canções mais leves com influências de soul e rock. Apesar de sempre adicionar elementos diferentes a cada lançamento, o músico não descaracteriza seu som, sempre calcado em sua guitarra bluseira. Mais um trabalho nota 10 para sua discografia; 

Judas Priest – Firepower. Um dos decanos do Heavy Metal tradicional, o Judas Priest vinha lançando bons álbuns desde a volta do vocalista Rob Halford, mas o fato é que estavam devendo aos fãs um clássico do estilo. Com Firepower a dívida foi paga, temos o disco de Heavy metal do ano. Um som clássico, mas sem soar datado. É notório que o jovem guitarrista Richie Faulkner deu sangue novo ao grupo, além de estar em perfeita sintonia com seu parceiro das seis cordas Glenn Tipton (Afastado das turnês em decorrência do mal de Parkinson). Se este for o ultimo trabalho da banda, com certeza eles saem de cena por cima;

Kamasi Washington - Heaven and Earth. O Saxofonista que tinha conseguido balançar as estruturas do estilo com seu trabalho anterior “The Epic”, está de volta com “Heaven and Earth”, um trabalho mais maduro, menos sincopado que seu antecessor e com adição de novas influências como a soul music. Na faixa de abertura "Fists of Fury", por exemplo, é perceptível influencias de Frank Zappa da época de “One Size Fitz All”. Com certeza o saxofonista tem tudo pra ser considerado o maior representante do jazz nesta década;



Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor

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