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Uma aventura para ver o Pain Of Salvation em Limeira

Relacionado com: Pain Of Salvation
Data: 02/05/2018
Por: André Luiz Paiz

Acessos: 57

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Fã de Pain Of Salvation desde o magnífico "Perfect Element - Part I", vi, ao anunciarem um show em Limeira-SP, uma oportunidade de enfim vê-los ao vivo. Pertinho de Paulínia onde moro, não pensei duas vezes.

Quando a turnê sul-americana foi adiada para Abril último, não tive tempo nem de pensar na possibilidade de ir. Paulão, meu grande camarada e também fã dos caras, me chamou via aplicativo de celular incentivando a não deixar esta oportunidade passar. Pensei por um segundo e concordei. Já não sou mais estudante com carteirinha, porém conseguimos pagar meia entrada graças a um incentivo do Bar da Montanha (local do show) e da produção do evento para utilização de meia entrada ao público geral mediante a entrega de 1Kg de alimento. Ótima ideia. Após a compra do ingresso, há a impressão de que o evento está a anos-luz de distância, porém nem vi chegar.

Sábado, 28 de Abril e o dia do show acabava de chegar. Com um final de semana prolongado adiante, eu e a patroa fomos para Santa Rita visitar nossos pais na sexta anterior. Paulão também é de lá, então combinamos de fazer um bate e volta de Santa Rita do Passa Quatro até Limeira exclusivamente para o show. Com o horário marcado para as 20:00h e o trajeto durando em torno de uma hora, tudo estava perfeitamente combinado.

17:15h estava eu em frente à casa de Paulão aguardando a noiva terminar de se produzir. Mais quinze minutos de espera e partimos rumo a Limeira. Eu no volante, "In The Passing Light Of Day" no MP3, uma lata de energético para cada um e Paulão com sua mochila do lado. 
Chegamos por volta das 18:45h, passamos pelo Shopping de Limeira e logo localizamos o Bar da Montanha. Uma fila de três pessoas na porta do evento nos assustou um pouco. Mas, ainda era cedo, então, procuramos e encontramos um estacionamento logo ao lado.
Carro estacionado, vinte reais e mais uns quinze minutos de prosa com o Sr. João (espero não ter errado o nome) foi o suficiente para mudar um pouco a nossa expectativa. Relatamos a ele a nossa preocupação por avistar tão poucas pessoas próximas ao local. Ele nos disse que o bar costuma a marcar um horário para que as pessoas cheguem cedo, façam consumação até que a banda comece, muito mais tarde. Não acreditamos no que disse, pois estava bem específico que o horário do show estava marcado para as 20:00h. Assim, com a fila pequena, fomos até um barzinho do lado para pegar uma breja. Eu era o motorista da rodada, mas umazinha para aquecer não teria problemas até o final do show. Ao voltar do barzinho ao lado, notamos que havia um anúncio do show pintado na parede que dizia: "Pain Of Salvation - Metal Progressivo - 21:00h". OK, abre as 20, começa as 21, está ótimo.
Tomamos a nossa cervejinha e, com a fila ainda pequena, fomos dar uma volta ao redor do quarteirão para conhecer um pouco a região. Nada de interessante, então, partimos para a fila por volta das 19:40h. Neste momento, havia um camarada vendendo camisetas da banda e umas 20 pessoas na nossa frente. O rapaz logo veio até nós na tentativa de comercializar o seu produto. Minha intenção era comprar direto da banda, dentro do local do evento, pois assim apoiamos o artista e adquirimos o produto oficial. Não compramos nada, mas a sua aproximação valeu para perguntarmos sobre o horário do show. O rapaz nos disse que esteve presente no show de Minas Gerais na noite anterior e que o evento contou com umas trezentas pessoas (que pena) e começou por volta das 21:00h. Assim, nos propusemos a aguardar.
Mais um tempo se passou e a fila começou a aumentar. Um pouco entediados, começamos a conversar com um simpático casal que estava logo atrás de nós. O rapaz se chamava Paulo e já tinha presenciado vários shows do grupo. Sua esposa eu não me recordo o nome, mas era psicóloga e também fã do grupo. Assim, tivemos bastante assunto para conversar. Descobrimos que eram de Valinhos-SP, próximo a Paulínia. Falei do 80 Minutos, dos artistas que já entrevistei e da proposta do site. Gostaram bastante. Descobri também que a expectativa de ambos era a mesma que a minha: que o show começasse às 20:00h. Mas, como já estávamos próximos das 21:00h, definitivamente isso não iria acontecer. Um pouco antes disso, ao nosso lado, a banda começava a chegar no local. Daniel Gildenlöw passou a pé bem próximo a nós, mas não falou com ninguém, embora estivesse bem sorridente.
Por volta das 21:15h, uma movimentação enfim aconteceu. A equipe do Bar da Montanha começou a confirmar os nomes das pessoas na fila. Rapidamente perguntei sobre o horário do show e fui nitidamente surpreendido ao saber que havia sido alterado para as 23:30h! Nós dois e o casal começamos a argumentar em relação ao atraso da casa, mas a resposta que recebemos foi que a alteração de horário foi solicitação da banda. Ou seja, fomos desarmados. Seria isso mesmo? Rapidamente me lembrei do que disse o Sr. João do estacionamento. Pouco depois disso, pudemos notar que a banda estava passando o som enquanto ainda estávamos na fila.
21:40h e a casa foi enfim aberta. Adentramos! Porém, tínhamos duas horas e pouco dinheiro para gastar. Tomamos mais uma long neck cada um e uma cerveja de garrafa. Paulão parecia uma chaminé e queria sair para a área de fumantes a cada 5 minutos. Por volta das 22:30h, bateu a fome e detonamos um X-Salada com fritas cada um.
23:30h partimos da lanchonete do bar para o palco. Enfim o show iria começar. Mais um leve atraso de dez minutos e, enfim, o Pain Of Salvation estava à nossa frente, detonando com muito peso a abertura de "Full Throttle Tribe". O som apresentou muitos problemas. O PA simplesmente deixou de funcionar umas três vezes e o som dos microfones estava bem agudo e abafado. Daniel estava nitidamente preservando sua voz para o show de São Paulo, que seria realizado na noite seguinte. O trabalho pesado ficou para o guitarrista Johan Hallgren, ótimo cantor e um show à parte. Este cara é muito foda! Agita o tempo todo e possui a música pulsando em suas veias. O restante da banda também fez bem o seu papel, embora eu só tenha visto o baixista e não ouvido. O baixo desapareceu no som embolado da produção.
Sobre o setlist, gostei das faixas tocadas, porém senti falta de alguns temas mais marcantes do passado, principalmente do "Perfect Element" e "Remedy Lane", mas também do álbum "Be". "Ashes" é claro, foi o ponto alto.
01:15h a banda saiu para retornar pro bis. Eu e Paulão, saímos do show. Não aguentava mais e precisava partir, pois no dia seguinte eu participaria de uma caminhada ecológica de 15KM às 07:00h! E dei conta! Mas, se o show tivesse começado no horário, teria sido bem menos sofrido. A viagem de volta foi totalmente acompanhada pelo álbum “Perfect Element – Part I” na íntegra. Que álbum!

Foi ruim? De forma alguma! Conforme o tempo passa, acabamos nos privando de fazer algumas coisas e nos afastando de alguns colegas. Estes momentos e estas aventuras despertam uma certa nostalgia que definitivamente valem a pena.

Show: 
28/04/2018 - Limeira/SP

Setlist:
Full Throttle Tribe
Reasons
Meaningless
Linoleum
Rope Ends
Beyond the Pale
Kingdom of Loss
Inside Out
Ashes
Silent Gold
On a Tuesday

Encore:
The Passing Light of Day


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