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O artista e a obra

Relacionado com: King Diamond, Mercyful Fate
Data: 12/11/2018
Por: Fábio Arthur

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Kim Bendix Petersen, um dinamarquês que se mostrou talentoso e dono de uma voz incomum. Na verdade, Kim seguiu carreira como King Diamond e assim manteve sua banda solo e o Mercyful Fate por muitos anos. As elaborações musicais de King são todas de muita qualidade, em que expressa uma obra que realmente nos traz ao horror, mas com uma enorme propriedade. 

Por vezes, como no disco "The Eye", King nos mostra fatos reais e em outros o lado conceitual de suas criações. Genial, entre personagens fabulosos e se você prestar atenção nas letras, vai sentir o frio na espinha subir. 

King Dimond se valeu de uma linha teatral em seus concertos, aliados em uma caracterização sua e juntamente com o efeitos de luzes e decoração de palco, o artista sempre traz algo totalmente coerente com sua figura e musicalidade.

O uso do falsete em termos vocais, juntamente com drives fortes e suas mudanças de voz, nos mostra o quão inovador e diferenciado king Diamond se faz. Ao vivo, se valendo de ossos reais - de humanos - denota algo surpreendente e curioso logicamente. Seu estilo de face com a maquiagem - chamado de Corpse Paint -, mostra toda destreza do artista, que combina perfeitamente com os elementos usados pelo mesmo.

O maior fator foi que King mudou do Mercyful Fate, para seguir carreira solo e assim mesmo, durante anos, o cantor angariou fãs ao redor do mundo, sendo muito aclamado. A imprensa especializada se mostrou fã ardorosa de King em muito, mas talvez a falta de interesse das gravadoras, de um apoio maior mesmo, fosse a falta de um maior mainstream para com ele. As divulgações e os produtores de shows foram muito negligentes em certos patamares. King, com a qualidade de seu trabalho, nunca se vendeu comercialmente falando, sempre seguiu com o seu estilo e assim, manteve sua carreira seguindo firme, mesmo com certas dificuldades. Um dos maiores artistas do Heavy Metal e que por tais fatores, não chegou tão alto em sua carreira fabulosa. 

Dono de uma discografia imponente e de maior qualidade, King não somente nos brinda com boas ideias e canções e sim com musicistas maravilhosos que o acompanham. Nessa discografia intacta estão discos fundamentais como; "Melissa" do Mercyful Fate e "Abigail" de sua carreira solo, esse que elevou ele a um  patamar diferente. 

Em um tempo depois o disco "Them" trouxe a King sua incursão pela BIllboard em os 100 mais. Mesmo assim, mantendo a linha e sendo aclamado, King sempre necessitou de um apoio ainda maior, para gerar caminhos muito acima do então trilhado. Hoje, como um artista consagrado e não um astro que ganhou milhões, King vem fazendo seus concertos e passou por nosso Brasil novamente, pela segunda vez, pois a primeira foi em 96, junto do Mercyful Fate e de sua banda solo no Festival Monsters of Rock, ao lado de Motorthead, Iron Maiden e Helloween. Foi um dos mais esperados naquele dia.

Sua voz ao que muitos não entendem, fica em uma posição altamente complicada de se desenvolver tanto ao vivo como nas gravações. Os falsetes são muito mais precisos e dificultosos em se alinhar quando cantados, ainda mais nos termos de King, ou seja em suas vertentes musicais.

Quando nos anos oitenta, King chocou muitos com suas letras em tons satanistas, sua crença e tais seguimentos, não como a um religioso, trouxe para suas canções e para si mesmo algo muito impactante dentro de sua arte e para com os puritanos de plantão. 

O maior ponto em se destacar aqui, seria o fato de King, rumar ainda com a fonte do Underground, isso deixa claro que o artista divulga sua obra de forma nobre e sem abaixar a cabeça ou ser comandado por gravadoras e modismos. Muitas bandas estariam sem o sucesso gigante se não tivessem avançado conforme a ditadura das gravadoras e modistas. Mas, King Diamond, seguiu fazendo conforme sua postura inicial e ainda assim tido como fonte de inspiração ao redor do mundo todo.

Muitas bandas sofreram as influências da obra de King, sejam sobre sua carreira solo ou do Mercyful Fate; tais como o Metallica, que passou os anos oitenta se orientando na obra do artista. Isso deu margem a canções mais longas produzidas pela banda. 

No momento, King vem lançar um DVD ao vivo com seu novo concerto, tem algo preparado mais antigo da fase entre 89 e 91 em termos de discos e shows, mas que ainda estão sendo elaborados e restaurados. Talvez venha aí, um disco novo do vocalista, algo com a banda solo mesmo, mas ainda assim ficamos apenas no aguardo. 

Sempre se fala muito sobre King Diamond enquanto um artista muito amado por seus fãs e, mesmo que ainda falte aquele impulso, King consegue seguir, deixando boas obras musicais para os apreciadores de sua carreira como um todo, seja ela no Mercyful Fate ou da banda King Diamond.



Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor

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