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Ozzy Osbourne e os anos 80

Relacionado com: Ozzy
Data: 05/11/2018
Por: Fábio Arthur

Acessos: 85

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Quando Ozzy se despediu do Black Sabbath, nem ele mesmo tinha a exata noção do que faria em sua vida profissional musical. Sharon, que se tornou sua esposa anos depois, apostou na carreira do cantor britânico e passou empresariá-lo

Ozzy fez shows entre os EUA e Europa, assim seguindo em frente, tentando o auge dessa vez em carreira solo. Sua ex-banda vinha trilhando caminho agora com DIO na voz, mas Ozzy ainda assim se sobressairia com bons discos e uma legião de fãs que amavam seu estilo e agora suas canções nesse novo trajeto. Entre as doideiras de drogas e bebidas, o Madman - como ficou afamado, passou pelos anos 80 em polvorosa, fazendo e conquistando espaço cada dia mais. Seus discos foram muito significantes naquele momento. Ozzy, acompanhado de musicistas competentes, veio com maestria e realizou momentos imponentes na vertente metal. 

As artes de capa do Madman se tornaram famosas e realmente trouxeram uma atmosfera de horror, com toda aquela coisa de vampiros, castelos e seus afins. O palco ao vivo era parte dessa temática, sendo que torres, janelas e paredes cheias de musgos, perfilavam as laterais dos palcos. 

Blizzard of Ozz era o nome do seu novo projeto, mas, do segundo disco em diante, ficou como Ozzy Osbourne mesmo, sendo que Blizzard passou a ser considerado como o nome do primeiro do vocalista.  Ozzy então chegou com tudo e se mostrou dentro do mainstream mundial do heavy metal. Os discos foram sendo lançados e seu sucesso era evidente, de tal forma que a discografia anos oitenta ficaria intacta. 

Em 1980, com o lançamento de “Blizzard of Ozz”, Ozzy trouxe canções fenomenais como: “I Dont Know”, “Crazy Train”, “Mr. Crowley” e tantas outras. Em 1981, com “Diary of a Madman”, o grupo veio mais pesado, com uma veia bem heavy mesmo, com Rhandy na guitarra explorando muitas nuances em geral e assim os destaques seriam muitos. Faixas como a de abertura “Over The Mountain” e “Flying High Again” são maravilhosas e, junto com a canção que entrega o nome ao disco, “Diary of a Madman”. Ao ano de 1982, Ozzy trouxe uma certa rivalidade com sua ex-banda - o Black Sabbath - e ai nasceu “Speak of the Devil” com faixas do Sabbath tocadas em sua maioria (era pra ser ao vivo, mas não é bem como se pensa). De qualquer forma, acabou sendo muito bem elaborado e fez sucesso enorme. Quando chegou em 1983, Ozzy era muito forte, principalmente nos EUA, em que as bandas de hard que despontavam abriam os seus show em grandes localidades abarrotadas de fãs. “Bark at the Moon” nasceu mais hard, com muitos teclados, mas, mesmo assim, seus singles e vídeos vieram a impulsionar a banda em definitivo ao mainstream. O disco veio a ser potencial em vendas e, ainda dois anos depois, Ozzy viria om a tour participar do Rock In Rio 85. Ozzy prima por não compôr, contando com o auxílio dos seus colegas de banda ou outros colaboradores, o que geraria muitas dores de cabeça ao cantor anos depois. “Bark at the Moon” se tornou faixa certeira nos concertos do vocalista e os fãs se renderam para com a mesma. Rhandy havia falecido durante a tour de Diary, mas Ozzy seguiu em luto e com as drogas. A atuação dele ao vivo seria algo meio confuso, esquecendo letras, sem voz e outrora muito fora de si para poder ter a noção até mesmo de onde estava tocando. Mesmo assim, Ozzy seria aclamado cada dia mais. No ano de 86, dois discos vieram ao mercado. Um deles o ao vivo “Tribute to Randy Rhoads”, gravado em 82, mas somente lançado entre 85 e 86, pois o disco não seria algo para faturar e sim homenagear o guitarrista. Umno depois veio “Ultimate Sin”, com a fase mais glam do artista e o Metallica abrindo seus shows. Nessa fase, Ozzy lançaria outro vídeo ao vivo. Ele havia feito dois anteriormente, mas esse seria um diferencial, pois era o seu auge. Dessa fase, “Shot In The Dark” seria a preferida do disco. Com a retirada do guitarrista excelente Jackie E. Lee e a e entrada de Zakk Wylde, Ozzy arrumaria mais um megaparceiro musical e chamaria atenção dos fãs em escala maior. “No Rest For Wicked” chegou mais pesado e com menos teclados. Assim, Ozzy trouxe uma veia mais heavy e agradou em cheio uma parcela de fãs, headbangers mais conservadores. “Miracle Man”, e “Devils Daughter” são muito apreciadas. Com esse show, foram a Moscou, no festival gigante de hard e metal em 89. 

Enfim, Ozzy seria uma fonte de sucesso e amado nos anos oitenta, mas, mais do que isso, ele faria bons discos anos adiante, empurrado por uma fase de ouro maravilhosa e o começo de uma longa carreira. Se não fosse a fase 80, com certeza Ozzy não teria chegado a ser o vocalista de sucesso que é conhecido hoje em dia. Entre vídeos ao vivo, singles, e tours de sucesso mundialmente reconhecidas, essa Era de Ouro do vocalista seria firmada entre em 80 e 89. Logo em seguida, entrando nos anos 90, Ozzy traria muitos novos fãs com dois trabalhos renomados e também de sucesso.

Ozzy também passou por momentos obscuros nessa fase oitentista, mas, o que realmente importa, certamente é o legado de discos fabulosos e a sua voz, ainda em tons mais graves e rouca por vezes de forte apelo. 



Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor

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