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Na faixa: Há 50 anos os Beatles registravam as fotos para a capa mais Icônica do rock

Artigo
Data: 27/09/2019
Por: Márcio Chagas

Acessos: 78

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Com o passar dos anos algumas pessoas ou objetos se tornam ícones, pontos de referência, seja na arte, no esporte, na cultura ou na política. Mas, o que faz algo realmente virar essa referencia? Na verdade pode-se dizer que um ícone é algo que transcendeu os limites de daquilo para o que foi criado, sendo reconhecido até por quem não é entendido do assunto. A arquitetura de Oscar Niemayer seria um bom exemplo...

No que tange a música, mais especificamente a capas de discos, nada é mais conhecido e icônico que a capa de “Abbey Road” dos Beatles. Lançado em 26/09/1969, na ultima quinta feira fez 50 anos que o quarteto de Liverpool mostrou ao mundo seu álbum mais conhecido e tornando a travessia em frente os estúdios “Abbey Road”  a mais famosa faixa de pedestres do mundo. E a história por trás das fotos registrada em 08 de agosto daquele mesmo ano não é nada romântica. Enfrentando uma crise onde a tensão era quase palpável, o grupo foi a rua com o fotógrafo Ian Mcmillan, registrar o que viria ser a famosa travessia , uma idéia de Paul, e talvez por isso, um implicante e resmungão John Lennon não parava de reclamar, apressando a sessão de fotos e dizendo que o mais importante era a música em si e que não tinha tempo a perder. Foi tudo muito rápido, cerca de 10 minutos, o quarteto atravessou algumas vezes a rua e foram tiradas seis fotos, cabendo a Paul, escolher a melhor. 

Na época, a capa ainda deu força a vários boatos sensacionalistas de que Paul estava morto. Segundo alguns, o baixista teria morrido em um acidente de carro em 1966, e o fato de do Beatle estar descalço, ter o passo fora de rumo em relação aos outros e estar de olhos fechados, representava um defunto, segundo a visão de alguns fãs mais exaltados.  John Lennon de branco, representaria o padre, Ringo Star de terno preto, representaria o responsável pelo funeral, e George Harrison de jeans e camisa comum, representaria o coveiro. Outras pistas como a placa do carro que aparece na capa, dariam margem às maiores conspirações sobre a morte do músico, que teria sido substituído por um sósia.

Como uma capa tão simples, em comparação com tantas outras, mesmo as criadas pelo próprio grupo, poderia ter ficado tão famosa a ponto de transcender o próprio universo da música? Não existe uma resposta fácil pra essa pergunta, mas apenas algumas ponderações.	Abbey Road foi gravado primorosamente pelo produtor George Martin, “O quinto Beatle” e contou com Alan Parsons como engenheiro de som, um dos melhores profissionais da época. Foi o primeiro trabalho do grupo gravado em 8 canais de áudio, um avanço pra época, deixando o som ainda mais cristalino. E em termos de composições o grupo estava em um nível muito superior ao início da carreira, a Dupla Lennon/Mccartney estava mais afiada que nunca, esbanjando lirismo em canções que virariam sucesso imediato, como  “Come Together”, “OH Darling!” e a longa e progressiva “I Want You (she´s so Heavy)”. George Harrison definiria seu status como compositor contribuindo com “Something” e “Here Comes the Sun”, duas excelentes canções. E até o limitado Ringo tiraria da cartola “Octopus´s Garden”, com letra baseada em uma viagem que o músico fez a ilha de Sardenha na Itália. Interessante notar a integração e a evolução dos músicos, se levarmos em conta que as relações pessoais estavam se esfarelando. 

Mesmo com problemas internos, a força da nova tecnologia da época, aliada a grandes temas e produção primorosa, garantiram a “Abbey Road” o petardo mais vendido pelo grupo, e talvez por esse motivo, aliado ao fato deste ser o último trabalho a ser gravado pela banda, a capa tenha sido tão valorizada e copiada por tantos músicos até os dias de hoje. Uma das capas mais simples e memoráveis da história da música. Parafraseando Leonardo da Vinci: “A simplicidade é o último grau de sofisticação”.



Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor

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