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Top 10 - Rafael Lemos

Artigo
Data: 25/09/2019
Por: Rafael Lemos

Acessos: 74

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Respondendo a uma postagem do canal "Collector's Room", no YouTube, resolvi modificar algumas coisas e criar o meu top 10 de álbuns preferidos.
Não foi uma tarefa fácil, pois muita coisa boa ficou de fora. Tomei como base o fato dos álbuns não poderem ter nenhuma música ruim.
Embora muitos discorrem desta minha opinião, certamente servirá para que muitos ouçam estas obras.

10- "Dance of December Souls", do Katatonia
Por que entrou ?
Porque o trabalho consegue transmitir exatamente e com perfeição o sentimento e as características do Doom Metal. É um disco que exala arte. Só a "Velvet Thorns" já vale o album inteiro. Se alguem quiser saber o que é Doom Metal, a resposta está aqui.

9- "Rust in Peace", do Megadeth
Por que entrou ? 
Pelo conjunto da obra, o Megadeth é a minha banda preferida e este album é onde colocaram toda sua potência musical. A dupla Mustaine/Friedman estava fortíssima e muito inspirada, parecendo que um solo queria superar o que o outro fez e também o realizado por si mesmo. A bateria ficou esmagadora e o baixo, impiedoso. Frases instrumentais que se repetem com uma pequena nota de diferença, imperceptíveis mudanças de tonalidades, baixo e guitarras cada qual fazendo uma passagem são elementos que fazem várias coisas acontecerem ao mesmo tempo em uma única música. Com ótimas composições, "Rust in Peace" resgatou e aprimorou a sonoridade do segundo album da banda e fez o Megadeth ultrapassar o limite do underground, os elevando a banda do primeiro escalão do Metal.

8- "Theli", do Therion
Por que entrou ? 
Se trata de um trabalho de inegável beleza e amadurecimento do Therion, que abandonou o Death Metal para se concentrar nas influências clássicas (que já apareciam em alguns momentos dos trabalhos anteriores). Sem vozes guturais e se rendendo ao gênero Heavy Metal sinfônico, utilizou um coral pesado como nunca ouvi em outras bandas de Metal e sons orquestrados que ao mesmo tempo contrastam e harmonizam com o peso dos instrumentos elétricos. A simplicidade das bases de guitarra são preenchidas pelos complexos solos e pelas passagens clássicas. A banda seguiria a mesma fórmula até o álbum "Secrets of the runes", mas depois começou a mudar a sua sonoridade...

7- "In the court of Crimson King", do King Crimson
Por que entrou ? 
Inovador até os dias de hije, traz momentos caóticos e outros relaxantes, formando uma verdadeira experiência musical. É um álbum muito diferente do que se costuma ouvir e Greg Lake já demonstrava o seu estilo de cantar, que seria desenvolvido futuramente no fantástico Emerson, Lake & Palmer.

6- "Keeper... II", do Helloween
Embora os três primeiros álbuns do Helloween sejam os melhores da carreira, é com a segunda parte dos Keepers que o grupo teve o seu apogeu. A voz mais do que perfeita do Kiske combinou demais com as composições (vale dizer que sua voz tornaria ainda melhor em sua carreira solo). Riffs criativos, refroes cativantes, instrumental de primeira: um disco atemporal que influenciou e influência as gerações. 

5- "Crosby, Stills & Nash", disco de estreia do Crosby, Stills & Nash
É o maior exemplo do que é arte. Com certeza, o melhor disco de Folk feito até hoje, onde as harmonias entre as vozes é de fazer cair lágrimas. Com musicas contemplativas que criam momentos de intenso relaxamento e outras mais animadas, esta estreia se fez inesquecível. 

4- "Angels Cry", do Angra
Por que entrou ? 
Porque é um trabalho feito no Brasil, influenciado pelos dois "Keeper" do Helloween e que se tornou melhor do que os discos feitos pelos mestres alemães.Temos aqui o Metal melódico em sua essência com uma leve influencia brasileira (que tornaria um forte traço no álbum seguinte), rápido, cheio de sentimentos e extremamente complexo. As guitarras ora entram em verdadeiros duelos musicais, ora se cadenciam para formarem uma musicalidade delicada e sumblime. A bateria precisa e intensa se envolve com as linhas marcantes do baixo. E um teclado classico e climático que dá um grande charme. Tudo isso foi feito para a afinada voz do André Matos brilhar com agudos inimagináveis e uma tecnica primorosa. O maior cantor do nosso país e um dos melhores da nossa geração. 

3- "Defenders of the Faith", do Judas Priest
Por que entrou ? 
Porque foi o primeiro trabalho que realmente me deixou impressionado e sem reação, dada sua intensidade e grandiosidade. Uniu a voz alta e aguda do Rob Halford a solos cortantes feitos pelas guitarras. O Judas vinha realizando ótimos discos mas aqui resolveram tocar pra valer. As quatro primeiras músicas sintetizam tudo o que o Priest representa para a música.

2- "Tracking with close-ups", do Sweet Slag
Por que entrou ? 
Costumo dizer que as melhores bandas estão no underground. Neste mix de jazz e Rock Progressivo, temos músicas de difícil apreensão em suas primeiras audições mas que, com um aprimoramento e costume, vão se agigantando em suas belezas. Todos os solos que ocorrem no meio das músicas são jazz puro, onde temos a impressão que cada músico sola a sua maneira. Variando entre canções soturnas e introspectivas e outras mais vibrantes, este é um album que clama para ser descoberto pelos bons ouvintes.

1- "Reflections on the future", do Twenty Sixty Six and Then. 
Por que entrou e por que está em primeiro lugar ? 
Este album está para o Rock Progressivo assim como "Dance of december souls", do Katatonia, está para o Doom Metal. Ou seja, se quiser saber o que é o Rock Progressivo, ele é a resposta.
Mas vale dizer que não é um Progressivo puro. Com fortes influencias do Rock pesado feito nos anos 70 pelo Deep Purple, mas sem abandonar a progressividade, conforme vamos ouvindo temos a certeza que nao dá pra fazer nada melhor do que isto em termos musicais. Aquele hammond intenso, um baixo de causar vertigens, bateria toda sincopada, voz rouca e desleixada, tornaram as canções vivas. Algumas com longas viagens instrumentais, outras mais intensas e diretas, faz deste trabalho um item indispensável e indiscutivelmente belo. Momentos como o som de uma viagem no tempo e longas passagens instrumentais ficarão inesquecíveis na mente de quem ouve este único trabalho da banda.



Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor

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