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Ginger Baker: 80 anos descendo o braço!

Artigo
Data: 20/08/2019
Por: Márcio Chagas

Acessos: 148

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Ginger Baker, um dos maiores bateristas de todos os tempos está completando em agosto de 2019, 80 anos.  O músico esteve à frente de seu tempo, quando ainda nos anos 60, trouxe sua técnica rebuscada para o rock, como o uso de bumbo duplo, até então empregado exclusivamente por músicos de jazz, além de instrumentos de percussão pouco usuais neste meio musical. 

Ginger possui uma técnica diferenciada, conseguindo aliar peso e virtuosismo nos temas em que exerce seus dotes. O baterista também conseguia desenvolver e acompanhar outros músicos em meio a longos improvisos, graças a sua experiência adquirida nos variados combos jazzistas que integrou no final da década de 50.

Baker fez parte do primeiro e mais importante power trio da história do rock, o Cream, ao lado de Eric Clapton e Jack Bruce. Integrou também o Blind Faith, considerado o primeiro supergrupo do rock ao lado de Eric Clapton (De novo!) e Steve Winwood, isso tudo ainda nos anos 60. 

Apesar de sua excelente técnica e virtuosismo, o músico é lembrado quase sempre pelo seu trabalho ao lado do citado Cream. Porém, Baker teve uma prolífica carreira solo, onde enveredou por várias vertentes e estilos, como jazz, rock, blues, experimentalismo e até música étnica africana. Integrou também vários grupos conhecidos como o psicodélico Hawkwind, o progressivo Atomic Rooster, entre outras.

Abaixo separei alguns de seus trabalhos solo mais significativos dentro de cada estilo:

Ginger Baker's Air Force – 1970 –  O grupo, fundado por Ginger após a dissolução do Blind Faith, gravou este trabalho ao vivo com uma banda estelar reunindo cerca de dez músicos, incluindo o organista Graham Bond, o baixista Rich Greich (Seu colega no Blind Faith),  Steve Winwood e Chris Wood (Membros do Traffic),  dentre outros. É um álbum de jazz rock com longos temas, na casa dos dez minutos, onde o baterista e seus amigos demonstram todo seu virtuosismo. Um disco altamente indicado para quem curte suas performances nos tempos do Cream;

Stratovarius – 1972 – Primeira incursão de Baker pelo universo solo. É um disco gravado ao lado do tecladista nigeriano  Fela Kuti e sua banda. Um álbum calcado nos alicerces do rock, porém com forte influência étnica, notadamente de musica africana, com seus corais característicos e algumas batidas tribais. Uma sonoridade similar a feita por Carlos Santana;

Baker Gurvitz Army –  1974 –  Alguns anos pós dar inicio em sua carreira solo, Ginger se reúne Paul e Adrian Gurvitz que já haviam integrado o  The Gun e o Three Man Army e juntos formam o  Baker Gurvitz Army. Completam a formação o tecladista John Mitchell e varias vocalistas convidadas. O som é um rock tradicional, pesado, com boas doses de teclados e a bateria demolidora de Baker comandando tudo. Outro trabalho do músico que é pouco conhecido e merece uma boa conferida;

Around the Next Dream – 1994- Baker, Bruce e Moore – A formação do grupo ocorreu de maneira inusitada: Jack Bruce faria uma grande concerto comemorando seus 50 anos e convidou Ginger Baker para tocar algumas canções do Cream. No lugar de Clapton fora chamado Gary Moore. Deu tão certo que resolveram gravar um álbum inteiro no ano seguinte, nascendo assim Around the Next Dream. Claro que o som do grupo é completamente calcado no Cream, com rocks maravilhosos onde a dupla se mostra completamente integrada ao guitarrista Moore. Uma aula de rock; 

Going Back Home – 1994 – Um álbum de jazz tradicional gravado ao lado do guitarrista Bill Frisell e do baixista Charlie Haden. Um disco completamente diferente de tudo que os rockeiros esperam de Baker. Aqui os temas são completamente calcados no jazz, estando o baterista acompanhado de baixo acústico e guitarra limpa. Ginger aparece mais comedido, porém  muito mais técnico;

Why – 2014 –  Ultimo trabalho de Baker em estúdio. Foi lançado no ano de 2014, com a baterista sendo acompanhando por Pee Wee Ellis (saxofone), Alec Dankworth (baixo) e  Abass Dodoo (percussão). Um trabalho que alterna bons temas de jazz com batidas étnicas trazidas pelo baterista. O sax de Ellis tem papel determinante na sonoridade do disco, pois seu instrumento tem o papel de direcionar o andamento das canções.



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