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Os melhores e mais criativos baixistas do mundo. Segunda parte.

Artigo
Data: 17/08/2019
Por: Marcel Z. Dio

Acessos: 189

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JAMES JAMERSON

Os graves mais respeitados da gravadora Motown são de James Jamerson, um mestre quando o assunto é a soul music dos anos 60 e 70. Só as gravações de "I Was Made To Love Her" (Stevie Wonder) e "What's Going On" (Marvin Gaye) o credenciaria entre os grandes, no entanto, o cara tocou em quase 30 hits do topo das paradas.
Como James Jamerson é músico contratado, não vou recomendar discos, e sim os grupos com quem o mesmo trabalhou, como : The Temptations, The Supremes, e os citados Marvin Gaye e Steve Wonder, dentre outra dezenas de artistas.

JOHN DEACON.

Quando citamos o Queen, Freddie Mercury e Brian May são os nomes que vem a mente, ofuscando a "cozinha" da dupla John Deacon (baixo) e Roger Taylor (bateria e vocais).
Deacon não é nenhum virtuose das quatro cordas, e sim um operário da banda. As notas encorpadas de Crazy Little Thing Called Love e a dançante Another One Bites the Dust, até hoje fazem a cabeça dos baixistas. Quando o assunto é simplicidade, ainda tem a marcante levada de Under Pressure.

Discos recomendados :

Sheer Heart Attack (1974) - Queen
A Night at the Opera (1975) - Queen
The Game (1980) - Queen

CAROL KAYE

A musicista americana não pode passar batido em nenhuma publicação séria do gênero. Carol também era guitarrista e tocou com grandes nomes do rock, tais quais: Ritchie Valens, Brian Wilson, Simon & Garfunkel. 
É impossível fazer um breve rascunho de sua carreira, afinal, o numero estimado de sessões de gravação chegam a quase 10.000, é mole ?.
Atenção especial em Good Vibrations do The Beach Boys.

LEMMY KiLMISTER

O lendário frontman do Motorhead tem uma extensa discografia, seja com o citado Motorhead, com o psicodelico Hawkwind ou até mesmo com o Sam Gopal, isso para não citar as colaborações com outros artistas.
A forte pegada palhetada, aliada ao distorcido som de maverick do Rickenbacker, formam uma base devastadora, tão potente que se confunde com as guitarras. Ouça Stay Clean e tire sua conclusão.

Discos recomendados :

Escalator (1969) - Sam Gopal
Space Ritual (1973) - Hawkwind
Overkill (1979) - Motorhead
Ace of Spades (1980) - Motorhead
Iron Fist (1982) - Motorhead
Sacrifice (1995) - Motorhead

BERT RUITER

O auto didata Bert Ruiter é um baixista subestimado dentro da abordagem clássica do holandês Focus, ele e o guitarrista Jan Akkerman tiveram a incumbência de dar um tempero mezzo funk ao som do grupo, numa mistura rítmica pouco vista dentro do rock progressivo.
Em Anonymous II, Ruiter cria um solo de cair o queixo, ultrapassando a casa dos seis minutos !.

Moving Waves (1972) - Focus
Focus III (1973) - Focus
Hamburger Concerto (1974) - Focus
Mother Focus (1975) - Focus

JOHN WETTON

O músico britânico foi um homem de várias bandas, porem sua genialidade se fez no King Crimson, formando assim a tríade maior dos baixistas cantores do prog, juntamente com Chris Squire e Greg Lake. Som potente, improvisações e muita distorção, fizeram história na banda de Robert Flipp. Participou ainda do Family, Roxy Music, Uriah Heep, UK e Wishbone Ash. Na banda Asia, John Wetton mudou sua forma tocar, optando por linhas econômicas, na base de marcações. 
Escute One More Red Nightmare - uma aula de John e Bill Bruford.
Infelizmente John Wetton Morreu em 31 de janeiro de 2017, depois de uma longa batalha contra o câncer de cólon.

Discos recomendados :

Starless and Bible Black (1974) - King Crimson
Red (1974) - King Crimson
U.K (1978)
High and Mighty (1976) - Uriah Heep
Caught in the Crossfire (1980) - John Wetton

JOHN PAUL JONES

Apesar de ser o menos aclamado entre os membros do Led Zeppelin, Paul Jones tinha um conhecimento musical raro. Isso lhe deu respeito a época, sendo procurado por bandas e artistas como Rolling Stones, Donovan, Jeff Beck, Cat Stevens, Rod Stewart e Shirley Bassey.
No entanto, a ascensão se deu com o Led Zeppelin, suas excelentes frases calcadas no blues, abriam espaços para improvisos ao vivo. Não bastasse o instrumento de quatro cordas, Paul ainda brilhava tocando teclado.
Minhas faixas preferidas do maestro, são : Lemon Song, The Crunge, The Rover e Ozone Baby. Destaque para Carouselambra, nessa ele quebra tudo !!.

Discos Recomendados :
Led Zeppelin - Todos
Zooma (1999)
Thunderthief (2001)

SUZI QUATRO

Suzi foi uma das pioneiras dentro do universo feminino, ser roqueira em meados dos anos 60 e 70 era barra pesada, e a cantora / baixista deu a cara a tapa, seguindo com seu sonho, alem de deixar as portas abertas para quem veio depois. 
Espetacular baixista ? criativa ? para alguns não, para mim sim. Criava levadas que encaixavam com perfeição, e é isso que um músico de verdade faz, não importando o nível ténico da canção. Aproveitem a deixa para ouvir o excelente lançamento: No Control.

Discos recomendados :

Suzi Quatro (1973)
Quatro (1974)
Your Mamma Won't Like Me (1975)
No Control (2019)

BOOTSY COLLINS

Em tempo de banalização da palavra FUNK, o nome de Bootsy Collins vem a calhar. Esse maluco de aparência alienígena e baixos exóticos, tem por obrigação estar em qualquer lista relacionada ao instrumento. Tocou com o papa James Brown, e ainda fez parte da dobradinha Parliament-Funkadelic.
Li em uma entrevista (não recordo o artista) que a arte do funk, é saber a hora de não tocar. Resumindo : dar o "respiro" ou melhor, a pausa na música, ao invés de preenche-la a todo momento, lembrei de Bootsy na mesma hora, pois ele sabia fazer isso como poucos.
O músico também usa semicolcheias altamente sincopadas, combinadas com uma técnica muito forte de slap, com muita influência de Larry Graham. E por falar em Larry, esse terá sua inclusão na próxima matéria - parte 3.

Discos recomendados :

Sex Machine (1970) - James Brown
Mothership Connection (1975) - Parliament
One Nation Under a Groove (1978) - Funkadelic
Funk Or Walk (1978) - The Brides of Funkenstein 
Ahh... The Name Is Bootsy, Baby! (1977)
Lord of the Harvest (1993) - Zillatron (Bootsy Collins)

DAVID ELEFSON

A palavra subestimado pode ser aplicada a David, raramente vemos postagens engradecendo seu nome, um erro imperdoável, pois é um dos melhores quando assunto é heavy metal. Seus pontos fortes são a técnica, precisão na palhetada e criatividade, vide a performance no clássico Rust In Peace (1992). Só por aguentar Dave Mustaine por tanto tempo, merecia um busto em praça pública.

Discos recomendados :

Peace Sells... but Who's Buying? (1986) - Megadeth
Rust in Peace (1990) - Megadeth
Countdown to Extinction (1992) - Megadeth

BRUCE FOXTON

Um nome que pode parecer estranho a primeira vista, porem quem ouviu The Jam (a mais inglesa das bandas - risos) e é antenado nas quatro cordas, sabe que esse cara é uma lenda.
Dentro do Punk/ Mood não existe levadas com tanto suingue quanto as de Bruce Foxton. 
Quem foi na onda de : - toco punk facilmente, ao se deparar com o trampo de Bruce, quebrou a cara e quebrou feio !.
Aqui temos um dos influenciadores de Paul Simonon (The Clash) no quesito tocar com "musicalidade", fugindo da fórmula "reta" do estilo.
Indico Absolute Beginners, That's Entertainment e Mr. Clean, para comprovar o que foi dito acima.

Discos Recomendados :
This Is the Modern World (1977) - The Jam
All Mod Cons (1978) - The Jam
Sound Affects (1980) - The Jam

MICHAEL ANTHONY

Outra persona controversa em listas do gênero. Juro conhecer vários que tiveram o disparate de dizer : Michael não toca nada. Bom ... pra ficar tanto tempo em um grupo do porte do Van Halen, acho que ele tem um "pouco" de talento sim. O que desagrada alguns, é que as notas expelidas muitas vezes vivem atrás do bumbo de Alex Van Halen, e isso é apenas uma forma de trabalho, não para a contra melodia, sim para o assoalho da canção, o peso.
Do mais, encontramos faixas que contradizem essa tese, caso de : Push Come To Shove, Beautiful Girls, Dancing In The Street e da estupenda Spanked.
Eddie também reclamou a respeito em entrevistas, dizendo que não gostava do baixo de Michael, ao mesmo tempo em que caiu em contradições várias vezes, e uma delas foi criar linhas no mesmo molde e timbre, quando tocou baixo no disco I Never Say Goodbay (1987) de Sammy Haggar.
Vale conferir o solo denominado Ultra Bass, em que Anthony abusa de todos os efeitos, usando o famoso instrumento desenhado como garrafa de Whisky Jack Daniel's.

Discos Recomendados:

Fair Warning (1981) - Van Halen
Diver Down (1982) - Van Halen
1984 (1984) - Van Halen
For Unlawful Carnal Knowledge (1991) - Van Halen
Chickenfoot (2009)

MARCUS MILLER

Feras como Jaco Pastorius e Stanley Clarke, elevaram o contrabaixo a linha de frente, abordando o mesmo como solistas, ao sair do esquema de segurar a seção rítmica, abrindo as portas para a geração de Marcus Miller, Michael Manring, Victor Wooten e cia. No caso, Miller foi um dos primeiros prodígios apadrinhados por Jaco, tornando-se também, multi-instrumentalista e produtor. Trabalhou em centenas de gravações em diversos estilos musicais, como jazz, R&B e rock, e teve visibilidade expandida através de Miles Davis, vide o seminal Tutu (1986).
Não recomendarei discos nesse caso, pois a discografia e participações é muito extensa e não conheço nem a metade. Assim sendo, recomendo a classuda Maputo (David Sanborn e Bob James) Rio Funk (Lee Ritenour) e também Mr. Pastorius - canção que aborda várias técnicas em míseros um minuto e meio.

BILLY SHEEHAN

O pessoal gosta de brincar que Billy Sheehan é um guitarrista frustrado, pela rapidez alienígena que o americano aborda suas escalas, fazendo uso do "hammer on" como nunca antes visto, alem de outras técnicas aplicadas com maestria. Eleito pelos leitores da revista Guitar Player como "melhor baixista" por 5 vezes, Sheehan tem uma discografia interessante com o Talas, Mr Big, David Lee Roth, G3 e o grupo de jazz rock Niacin.
Escute o solo genial de NV4 3345 - com o Talas, e também Ladies' Nite in Bufallo (David Lee Roth) com suas marcações fortes e constantes, nela Billy usa uma tarracha conhecida como hipshot, no qual pode-se afinar rapidamente o "mizão" em ré (no intuito de ganhar mais peso).

Discos recomendados :

Talas (1979)
Sink Your Teeth Into That (1983) Talas
Eat 'Em and Smile (1986) David Lee Roth
Mr. Big (1989) 
Lean into It (1991) Mr. Big
Bump Ahead (1993) Mr. Big
Psychotic Symphony (2017) Sons of Apollo

Na terceira e ultima parte, falarei sobre Larry Graham, Gary Thain, Les Claypool, Michel Manring, Roger Glover, John Myung, Andria Busic e também do lendário Arthur Maia (falecido recentemente).
Deixem sua opinião sobre a matéria. Correções e dicas, serão bem vindas. Abraços e até a terceira parte.



Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor

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