Resenha

The Awakening of Magicians

Álbum de Stone Age A.D.

2018

CD/LP

Por: Márcio Chagas

Colaborador Sênior

15/02/2019



É pau, é pedra, é rock da melhor qualidade!

O Stoneage surgiu em 2007 na cidade de Cataguases M.G. e sua história não é diferente de milhares de bandas em todo mundo: Começaram se apresentado em pequenos locais tocando covers dos maiores clássicos do rock setentista como Led Zeppelin, Deep Purple e Jethro Tull apenas para citar três grandes nomes.

O tempo foi passando e o grupo formado por  Matheus Campista (guitarra e violão), Philipe Antunes (voz e violão), Leandro Abrita (baixo), Marcelo Athouguia (bateria) e Frederico Fontes (teclado), foi adquirindo experiência e maturidade com a vida na estrada. Então em 2012 eles gravaram seu primeiro DVD, um tributo a Celso Blues Boy. Com a boa recepção do trabalho, era natural que a banda decidisse investir em temas próprios, mostrando a seus admiradores seu trabalho autoral.

Em 2015, o grupo dá inicio a gravação de seu primeiro álbum de inéditas, com as gravações no Performance Studio, de propriedade de Warney Romanhol, que ainda mixou e  masterizou o álbum juntamente com Nando Costa.
“The Awakening Of Magicians” saiu em 2018, é totalmente calcado na sonoridade dos anos 70 e apresenta o bom e velho rock and roll em todas as suas formas e vertentes daquela década. 

Utilizando desde melodias mais simples até arranjos mais sofisticados, dependendo da ótica de cada canção, a banda se mostra familiarizada com todas as vertentes do estilo, concebendo um álbum que, apesar de diversificado, mantém a característica e a identidade do quinteto.

O CD abre com “Akhenaton”, com um bom riff de guitarra em cima do vocal de Phillipe. A canção tem uma levada zeppelliniana e o riff de guitarra possui ecos de AC/DC. Uma excelente escolha para abrir o álbum;

 A curta “Meek Dog” é mais bluseira, com a gaita do convidado Rogério Farage fazendo um bom contraponto com os vocais.  A cozinha Marcelo/Leandro se mostra coesa, cadenciando o ritmo da canção com maestria;

“Never as Before” é uma balada midi tempo no melhor estilo Rolling Stones, inclusive com a guitarra timbrada a la Keith Richards. O órgão e piano do convidado Dudu Vianna deixa o tema ainda mais atrativo, e as mais agradáveis;

“My Friend” é um blues mais contemporâneo, com guitarra base dedilhada e solo pungente, onde o guitarrista Matheus demonstra sua técnica e versatilidade. Um dos solos mais bonitos do álbum. A voz de Phillipe soa mais empostada e passional e o trabalho de baixo Abrita com suas linhas precisas merece aplausos. O tema vai crescendo e se desenvolvendo ao final com a participação do produtor Warney no órgão Hammond;

A cadenciada “Ancient Tradition” poderia facilmente fazer parte do “Tattoo You” dos citados Stones. Um rockão empolgante e urgente calcado em riff sincopado de guitarra;


O álbum segue com “Shining Day”, que começa tranquila e complacente. Um tema que vai crescendo paulatinamente e ganhando força. A canção lembra as composições da primeira fase do Whitesnake, com o solo de Matheus encharcado de blues e pitadas de soul. A bateria de Marcelo contribuiu bastante para a força da canção. Uma das melhores do disco;

“I Believe in Love” tem um apelo folk, sendo prioritariamente comandada pelos violões de campista. É um pop rock  encorpado e agradável;

 Em  “Judas” o peso retorna, com a voz rasgada de Phillipe cantando em cima da bateria atrabiliária Marcelo. Essa canção é possível perceber a unidade do grupo, que consegue soar coeso em meio a um tema sincopado e com várias nuances de andamento;

Encerrando o álbum temos “The Awakening of Magicians”, uma canção com forte influência de rock progressivo. Os arranjos de cordas, órgão, piano e coros, deixou o tema grandiloquente característico do estilo.


O tema, que se encaixou com perfeição na voz do convidado Renato Barushi, tem apenas seis minutos e termina deixando o  ouvinte com a sensação de que o tema tinha espaço para um maior desenvolvimento. O grupo se mostra competente quando o assunto é criar canções mais viajantes e bem arranjados e seria interessante  investir mais no estilo.

O álbum soa coeso e o grupo mostra que tem bagagem para enveredar por todas as vertentes do rock. A banda segue firme divulgando seu  trabalho com o lançamento do  primeiro clipe oficial de “Meek Dog” no seu canal oficial do YouTube  e também no facebook. Confira no link abaixo:
 
www.youtube.com


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Sobre o álbum

The Awakening of Magicians

Álbum disponível na discografia de: Stone Age A.D.

Ano: 2018

Tipo: CD/LP

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