Resenha

The Piper At The Gates Of Dawn

Álbum de Pink Floyd

1967

CD/LP

Por: Fábio Arthur

Colaborador Especialista

17/01/2019



Estreando com classe

Em 1967 o Pink Floyd – sob o contrato com Columbia/EMI – no Reino Unido, nos brindou com essa obra intacta e realmente perfeita, em que o Rock Experimental era um gênero acolhido pelo grupo britânico; este dentre outros.

O disco nasceu sob a liderança de Syd Barrett (R.I.P.), - genial, diga-se-, e que trouxe um dos primeiros trabalhos na vertente nominada “Art Rock”. As letras de Barrett são envolvidas em temas como: gnomos, contos de fadas, espantalhos e tantos outros bem peculiares.

Gravado no famoso Abbey Road, o grupo chegou a ter um leve contato com alguns membros dos Beatles. Esses encontros trouxeram influências glamorosas aos trabalhos de ambos os grupos - naquele momento, os Beatles estavam elaborando e gravando o fabuloso “Sgt. Pepper's and Lonely Hearts Club Band".  Norman Smith foi escolhido para produzir o disco e o mesmo acabou ficando em sexto lugar nas paradas inglesas. 
Para o título do disco, "The Piper at the Gates of  Dawn",  muito curioso por sinal, Barrett se baseou em um conto infantil chamado “O Vento dos Salgueiros”, de autoria de Keneth Grahame. 

Sob a ótica de fã, seria impossível não amar essa obra, pois a mesma segue uma linha totalmente envolvida em plena arte, onde naquele momento os artistas eram em demasia dotados de criatividade. O Pink Floyd criou um disco em potencial nesse primeiro passo profissional; em um disco futuro, a gravadora esperaria ainda mais do grupo, tanto em vendas como em canções. 
Umas das curiosidades foi que a banda tinha dificuldades em posar para as fotos, o que acabou sendo uma característica incisiva da banda, e assim, a imagem distorcida realizada após a ingestão de algumas substâncias deixou-os mais a vontade. No entanto, o teor desfocado da arte elaborada por Vic Singh, trouxe algo bem sugestivo em relação ao desempenho mostrado pela banda no disco. Uma obra-prima na verdade.

Realmente entrando no quesito canções, todas as faixas deste disco merecem audições com muita devoção e prazer; pois se trata de um dos maiores discos debute já concebidos. “Astronomy Domine”, “Mathilda Mother”, “Interstellar Overdrive”, “The Scarecrow” e “Bike” são momentos divinos dentro de uma obra totalmente voltada ao exercício musical com a arte e mesmo chegando a ser poético.
 
Ouvir o Pink Floyd sempre nos traz algo envolvido em sentimentos variados, viagens musicais e, acima de tudo, nos transporta para um ato cultural muito acima das bases normais da musica como um todo. 





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Sobre Fábio Arthur

Nível: Colaborador Especialista

Membro desde: 04/02/2018

"Obtive meu primeiro contato com o Rock, com o grupo KISS no final de 1983, após essa fase, comecei a me interessar por outros grupos, como Iron Maiden, do qual ganhei meu primeiro vinil o "Killers" e enfim, adquiri o gosto por outras bandas, como Pink Floyd, John Coltrane, AC/DC entre outras."

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Sobre o álbum

The Piper At The Gates Of Dawn

Álbum disponível na discografia de: Pink Floyd

Ano: 1967

Tipo: CD/LP

Avaliação geral: 4,14 - 14 votos

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