Resenha

Live At Pompeii (The Director's Cut)

Álbum de Pink Floyd

2003

DVD/Blu-Ray

Por: Fábio Arthur

Colaborador Especialista

10/08/2021



A essência excêntrica do Floyd

O elemento importante e soberano da carreira do grupo inglês. O Pink Floyd soou aqui como o derradeiro musical ao mergulhar profundamente em si. Uma obra venerada e aclamada pelos tempos e que não resta dúvida, ainda se faz essencial. 

Gravado no Ancient Amphiteatre em Pompeii (na Pompéia, Itália), com honras e demais percalços de filmagens, a banda conseguiu seu vídeo/documental, já que adentra nas gravações do clássico "Dark Side of the Moon" entre as pausas do "concerto". 

Aqui dando a sequência de "Meddle", que foi fortalecido por esse VHS na época - hoje, blueray 4K -, e assim, o grupo fez o que a gravadora não executou com veemência em seu lançamento de álbum, citado de 1971. Já estando aqui, em 1972, a banda resolveu se envolver com esse projeto, e de cara você percebe o nível da aparelhagem de som, a coisa toda em um volume poderoso e necessário para o grupo desempenhar suas ações ao vivo.

Um dos pontos altos, seriam os arredores de Pompeii, além do próprio anfiteatro - logicamente -, as fontes vulcânicas embaladas em uma sonoridade bem peculiar na conjuntura atmosférica da banda, ressalta o teor do vídeo em questão; isso como um todo. 

O tópico maior seria a apresentação da canção "Echoes", iniciando o concerto sem público para a equipe de filmagem e produção, mas que também finaliza com a parte seguinte da mesma, dando ênfase aos músicos, inclusive em Gilmour e Wright, com suas interpretações da faixa/letra em supremacia e afinações absolutas.

A bateria de Mason, aqui em seu estilo dois bumbos, tambores e pratos além de seu visual hippie de época, funcionam e muito bem, contrastando com a força vigente do grupo em época. 

Waters remete em uma concentração absurda, evoluindo seu som, sua fonte mais ácida como pessoa, nas entrevistas, nos momentos de estúdio e com os companheiros em uma mesa de lanchonete de gravadora. 

A banda desenvolve talento de sobra, vide: "Madmoiselle Nobs", com o cão ouvindo ao teor da gaita e sonoridade acoplada. Outra em questão seria a execução perfeita de "Careful, with that Axe, Eugene", com aquela fonte magnífica de Waters e seu espetacular grito, profundo d´alma. 

A banda caminhou pelos arredores da localidade, subiu entre outros pontos, correu pela paisagem, deixou imagens bem interessantes entre outros tantos pontos. 

"One of these Days" é tocada à noite, com a cumplicidade de uma banda em um crescendo e sendo ela mesma, impondo seu som importante e bem conduzido, saindo de um progressivo e evoluindo para outras fontes. 

A banda teria problemas por causa do som alto, mexendo com estruturas. Um outro fator, seria o deles terem passado cabos longos pelas ruas, atravessando uma região de trânsito, chegando a deixar um supervisor para atestar de que estes não fossem rompidos, assegurando o tocar da banda enquanto gravava com a segurança de perder as tomadas das câmeras. 

Em seus 65 minutos, o Floyd deixou um legado incrível, rumando como um dos maiores vídeos de um grupo, um registro e tanto, bem diferente, sendo que somente um grupo em alto poder de inovação poderia realizar.


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Sobre Fábio Arthur

Nível: Colaborador Especialista

Membro desde: 04/02/2018

"Obtive meu primeiro contato com o Rock, com o grupo KISS no final de 1983, após essa fase, comecei a me interessar por outros grupos, como Iron Maiden, do qual ganhei meu primeiro vinil o "Killers" e enfim, adquiri o gosto por outras bandas, como Pink Floyd, John Coltrane, AC/DC entre outras."

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Sobre o álbum

Live At Pompeii (The Director's Cut)

Álbum disponível na discografia de: Pink Floyd

Ano: 2003

Tipo: DVD/Blu-Ray

Avaliação geral: 5 - 1 voto

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