Resenha

World Wide Live

Álbum de Scorpions

1985

CD/LP ao Vivo

Por: Fábio Arthur

Colaborador Especialista

07/08/2021



Dominando o vasto mundo

A obra que chegou em 1985, disco e fita K7 duplos - me lembro bem, estava na prateleira do hipermercado ao lado do "Live After Death" do Maiden. Que dificuldade e aja dinheiro. Era uma época de ouro do Rock/Metal, os grupos eram todos ainda jovens e tinham a força de suas músicas e conquistando os EUA. 

Enfim, o grupo alemão ganhava o mundo com "Blackout", de 1982, clássico impiedoso do Hard in Heavy ao lado do radiofônico e Rocker "Love at the First Sting", de 1984. 

Haja turnê, vídeos e todo o esquema de publicidade, e ainda vieram no Rock in Rio em 1985. Ao vivo, um VHS gravado nos Estados Unidos foi bem relevante e o registro ao vivo em vinil, também. 

A turnê foi extensa e durou ainda após o ano de 1985, o grupo baseou-se nos discos desde "Lovedrive", de 1979, até o de 1984 para o set ao vivo. A banda tinha problemas com a gravadora anterior, não podendo executar algo antes dessa fase, e creio eu que eles nem queriam mesmo; estavam vivendo o presente.

Em disco, o trabalho seguiu com 77 minutos e tem alguns momentos bem interessantes, e outros soam preenchimento de álbum e/ou de concerto.
No trabalho de LP e cassete o repertório foi alternado com a Europa e USA, e assim, França e Alemanha se dividem como arenas para a banda, tal como a parte americana.

Herman voltou na bateria após o hiato de gravação de estúdio, já que estava com alguns problemas de saúde, e ao vivo, a banda então estava no âmbito e confortável novamente. 

Klaus mantém sua voz aqui, em tonalidades mais baixas para o ao vivo e ela remete bem ainda, nem tanto como dois anos antes, mas ainda flui. 

O disco mostra claramente uma banda empolgada e dotada de energia. Após uma intro, a banda começa com a pedrada "Coming Home", que já estava sendo executada ao final da turnê de "Blackout", e o álbum segue com a sequência: "Blackout", "Bad Boys Running Wild" e "Loving you Sunday Morning", essa última mais ágil que o original e com a introdução cortada. 

A banda mantém uma fonte de elementos bem eficazes, mas por vezes tropeça no decorrer, como no final do Lado 4, em que tocam "Can't Get Enough", de 1979, e soa como uma versão sem peso, e sim também sem a voz poderosa de estúdio, mas é o solo de guitarra enjoativo que cansa e estraga o encerramento do disco.

Já no lado dois, "Big City Nights" empolga e muito, e faz uma contemplação entre público e banda. "Holiday/Still Loving You" unidas soam muito bem, emociona inclusive e "Dynamite" vem com força total de bateria e guitarra, assim como a forte Can't Live Without You", ambas de "Blackout".

"The Zoo" e "Make it Real" trazem o disco de 1980 como referência ao vivo e se saem bem. A forte "Coast to Coast" instrumental fica bem ao vivo e assim o disco segue. O que faltou foi uma voz melhor, algo mais antigo. "No One Like You" vem bem no set, e para um disco duplo em gatefold, a coisa fica bem alinhada em nível de produção.

Esse é o encerramento da fase de ouro do grupo, que viria em ter sucesso maior novamente em 1990. 

Considerando as fraquezas já relatadas, a banda trouxe um diferencial ao vivo em disco e vendeu bem, até mesmo mais que outros álbuns de estúdio.

Uma fase boa dos Scorpions.


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Sobre Fábio Arthur

Nível: Colaborador Especialista

Membro desde: 04/02/2018

"Obtive meu primeiro contato com o Rock, com o grupo KISS no final de 1983, após essa fase, comecei a me interessar por outros grupos, como Iron Maiden, do qual ganhei meu primeiro vinil o "Killers" e enfim, adquiri o gosto por outras bandas, como Pink Floyd, John Coltrane, AC/DC entre outras."

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Sobre o álbum

World Wide Live

Álbum disponível na discografia de: Scorpions

Ano: 1985

Tipo: CD/LP ao Vivo

Avaliação geral: 4,4 - 5 votos

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