Resenha

A Farewell To Kings

Álbum de Rush

1977

CD/LP

Por: Fábio Arthur

Colaborador Especialista

01/02/2021



Musicalmente impecável

A essência do Rush me agrada em cheio, desde que ela vá  até o começo dos anos 90, mas é fato inegável que a banda teve seu momento altamente forte nos anos 70

Quando chegaram em 1977, a banda vinha de concertos exaustivos e foi após esse intervalo que eles exibiram a tal nova forma dentro da sonoridade. Em outro importante fator, a banda - mais, especificamente, Lee -, se envolveria com uma elaboração maior sonora, investindo no Moog e no Taurus Pedals. Essa alavanca revolucionou o sentido de composições do grupo e moveu a banda diretamente para um outro nível.

Entre essas mudanças, Alex se valeria de elementos de mesmas fontes, ou natureza, elaborarando um composto em que ele usaria também um diferencial, além de efeitos, e assim chegaria com uma semi acústica e a chamada de Doubleneck, a guitarra de dois braços; melhor, impossível.

Ao passo que tudo foi se concretizando, Neil, inovou e trouxe uma massa percussiva, entre sinos e demais artefatos que enriqueceram a banda por completo.

Como o Led já havia feito, o Rush, resolveu gravar o álbum em um local bem campista, bucólico, no País de Gales. O que de fato surtiu tais condições sonoras variáveis.

Com direito em uma abertura Barroca e uma nuance bem ampla em total de seu instrumental, a banda escalaria altas sonoridades, e realmente, deixaria ainda mais graciosa de que seu disco anterior o clássico, também, "2112". As letras de Peart vêm na linha da literatura e de nomes muito preciosos, tais como Ernest Hemingway, Samuel Taylor Coleridge e até mesmo através de textos do diretor/escritor Frank Capra.

A arte fenomenal vem de Hugh Syme, já conhecido e que notadamente consegue impressionar com os elementos exibidos na capa e tem até mesmo uma certa fonte de pensamento sobre o que realmente um Rei representa e o que ele pode soar para a sociedade mais moderna. Hugh queria inserir uma igreja em uma determina etapa da elaboração, mais acabou sendo mesmo uma foto do armazém, demolido.

A banda começou então sua turnê através dos EUA, que seria a fonte de maior realização profissional para um grupo em época, assim foi também anos após.

Na época a banda era tida pelos DJs como um grupo que havia chegado em um nível do qual eles, enquanto banda, nem tocavam nas rádios, era algo até incompreensível para essa turma toda.

O clima meio pastoril em meio ao lema do Rush em optar pela SciFi, estava já propagado em "A Farewell to Kings". Nem chega aos 40 minutos, mas flui como deveria soar, a banda chega com impacto e que mantém uma atmosfera muito criativa e ainda mais relevante de que outrora.Terry Brown e Rush dividem espaço de produção e da lhe sons de alto nível.

A faixa título já citada, maravilhosa e seu segmento com "Xanadu", aflora sentimentos e faz do Rush, único e muito eficaz em sentidos amplos. "Closer to the Heart" voraz e até mesmo meio Hard, curta duração mais uma sequência que não falha em sequer um momento. "Ciderella Man" é outra parte em evolução do petardo, rega a fonte de inspiração e mostra o por que do grupo soar como a uma máquina musical, sem perder em nada, agregando detalhes ricos e precisos. Ainda temos a fenomenal primeira parte "Cygnus X - 1 com seus mais de dez minutos. 

Vocais, cordas e percussão aliada ao bom gosto, fazem desse um dos maiores discos do grupo e da história musical. 

Que grande obra!


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Sobre Fábio Arthur

Nível: Colaborador Especialista

Membro desde: 04/02/2018

"Obtive meu primeiro contato com o Rock, com o grupo KISS no final de 1983, após essa fase, comecei a me interessar por outros grupos, como Iron Maiden, do qual ganhei meu primeiro vinil o "Killers" e enfim, adquiri o gosto por outras bandas, como Pink Floyd, John Coltrane, AC/DC entre outras."

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Sobre o álbum

A Farewell To Kings

Álbum disponível na discografia de: Rush

Ano: 1977

Tipo: CD/LP

Avaliação geral: 4,7 - 15 votos

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Veja mais opiniões sobre A Farewell To Kings:

  • 21
    abr, 2018

    Uma mistura de ótimos riffs metálicos com pinceladas pop e progressiva.

    User Photo Tiago Meneses

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