Resenha

Master Of Reality

Álbum de Black Sabbath

1971

CD/LP

Por: Fábio Arthur

Colaborador Especialista

22/09/2020



Único, denso e clássico!

A coisa toda começa em 1970, com o debute o denominado o embrião do Heavy Metal. Após o petardo, o Sabbath evoluiu ainda mais com o disco "Paranoid", e enfim, chegou a um patamar excelente e vibrante com "Master of Reality", datado de 1971.

Rodger Bain pegou o grupo e direcionou para outro conteúdo, mudando a veia do Sabbath sonora e trazendo um apanhando mais sólido. A ideia era fazer a afinação baixar e deixar Geezer movimentar seu baixo de forma mais acertada com o novo ciclo. A voz de Ozzy se tornou um pouco mais firme e em tons mais agudos. Assim, a forma de compor que já era diferente em 1970, aqui desenhou um caminho melhor.

Em 34 minutos, a banda traz uma fonte segura de sons muito bem afiados. Em se tratando de um grupo de Heavy, o Sabbath se aproveitou do momento de peso de bandas como: Purple, Nazareth e Led e assim desenvolveu uma fórmula da qual seria influencia direta para tantos outros grupos, isso até os dias de hoje. Lançado pela Vertigo e Sanctuary, a banda aqui ainda colhia os frutos de "Paranoid" com seu disco de ouro, e "Master of Reality" combina o novo com algo do disco anterior. 

As letras passaram também a soar na linha política, guerra e conflitos pessoais. Foram 3 singles nas paradas e a banda conseguiu ramificar sua evolução e cativou mídia e fãs. Trazem aqui, além da afinação mais baixa, uma acomodação considerada hoje como Doom, e Stoner. 

Se "Black Sabbath" havia vendido 1 milhão, esse chegou aos 2 milhões. A arte de capa - bem estranha - trouxe algo bem setentista e por dentro algo macabro. A banda figura em uma floresta escura e passa a impressão de uma banda muito sombria em meio ao cenário horripilante e condizente com as faixas.

"Sweet Leaf" traz a tossida de Iommi após tragar maconha e o produtor deixou em ecos amplificados, com todo o restante combinando com o tema. Nessa, a bateria de Ward se faz voraz, intensa e técnica, com o músico em grande forma. "After Forever" - de cunho religioso - é bem rocker e pesadona. "Children of the Grave" traz outro grande clássico do grupo. "Lord of this World" e "Solitude" são obras férteis e a voz de Ozzy casa em demasia com os temas. Ao final, temos a surpresa grata de "Into the Void".

Álbum de poder imediato e muito eficiente, com grande impacto e sem erros.


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Sobre Fábio Arthur

Nível: Colaborador Especialista

Membro desde: 04/02/2018

"Obtive meu primeiro contato com o Rock, com o grupo KISS no final de 1983, após essa fase, comecei a me interessar por outros grupos, como Iron Maiden, do qual ganhei meu primeiro vinil o "Killers" e enfim, adquiri o gosto por outras bandas, como Pink Floyd, John Coltrane, AC/DC entre outras."

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Sobre o álbum

Master Of Reality

Álbum disponível na discografia de: Black Sabbath

Ano: 1971

Tipo: CD/LP

Avaliação geral: 4,78 - 18 votos

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    nov, 2020

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    User Photo José Esteves
  • 23
    out, 2017

    Master of Reality é o álbum mais sombrio da era Ozzy.

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