Resenha

Pink Bubbles Go Ape

Álbum de Helloween

1991

CD/LP

Por: Fábio Arthur

Colaborador Especialista

24/05/2020



Um som mais acessível

A saída de Kay Hansen motivou a banda em termos de composições, fato esse que já era algo previsível desde a entrada de Michael Kiske. Assim, com a adição do guitarrista Roland Grapow - fantástico e fã de Uli Jon Roth -, o músico trouxe uma linha metódica e muito coesa.

De certo, não era a mesma banda e ainda com uma produção bem polida de Tsangarides (Judas, entre outras), a banda recuou no elemento metal melódico cru e chegou com uma adaptação sonora, mas que ainda valia a audição. Elementos como mais melodias e menos Speed casam bem em "Pink Bubbles Go Ape!", mas o termo definitivo seria o passado imortal do grupo desde seus dois Keepers. 

O disco agrada e pontua algo de menos imponência e mesmo assim a banda segue sendo notória. Alguns shows da turnê foram em locais pequenos e na própria Europa, e outros pela Ásia dariam aquele impulso necessário. 

Quando eu ouvi esse disco foi através do programa de rádio do mestre Vitão Bonesso e o mesmo destilou naquele dia o álbum importado na integra, o que foi surreal. Kiske canta como nunca e o seu timbre e tonalidades ficam ainda mais "exagerados" em certos momentos. Sua competência em compor soa bem melhor em que outrora também. 

"Kids of the Century", a paulada que abre o caminho para faixas ambiciosas no começo do álbum, e essa ainda obteve um vídeo para divulgação bem na linha do grupo, entre uma aparição da banda no palco e as zueiras de sempre, principalmente de Weikath. "Back on the Streets" continua a ferver o andamento e não deixa a qualidade entre solos, batidas e voz, como sempre. "Number One" teve ótima e evolução no quesito novidade do grupo, o refrão é belíssimo e traz um aparato vocal mais comedido em certos níveis, e como nada é perfeito, o grupo foi criticado pela mesma. Enfim, o disco segue com "Heavy Metal Hamisters". Letra e titulo peculiares, em um som marcado e potente. "Goin' Home" traz a maneira ao teor de Kiske, com sua faceta em delinear em vertente menos metal e mais acessível. A coisa não pára, pois em "Somenone's Crying" marca a fase metal melódico nas mãos de Grapow e isso seria uma divergência futura sobre a banda, mas o final da canção obriga Kiske a mostrar sua qualidade em alto tom de voz. "Mankind" traz elementos bons e algo meio dividido entre o fino e o mal conduzido, ela soa como um mais do mesmo. "The Chance" é um desafeto dentro do grupo e que era tocada por causa de Grapow. Acabou tendo um refrão ótimo, mas não saiu desse patamar, sendo algo perdido ante as faixas anteriores. Por fim, "Your Turn", a balada mor, não soa ruim, mas mostra a face e a força da direção que seria tomada no próximo disco.

Demorei para comprar essa obra pois não saía aqui de forma alguma. Enfim ouvi o vinil e foi salutar, mas, de alguma forma a banda parou aqui e somente voltaria melhor em "Masters of the Rings".


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Sobre Fábio Arthur

Nível: Colaborador Especialista

Membro desde: 04/02/2018

"Obtive meu primeiro contato com o Rock, com o grupo KISS no final de 1983, após essa fase, comecei a me interessar por outros grupos, como Iron Maiden, do qual ganhei meu primeiro vinil o "Killers" e enfim, adquiri o gosto por outras bandas, como Pink Floyd, John Coltrane, AC/DC entre outras."

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Sobre o álbum

Pink Bubbles Go Ape

Álbum disponível na discografia de: Helloween

Ano: 1991

Tipo: CD/LP

Avaliação geral: 3,9 - 10 votos

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