Resenha

Abrahadabra

Álbum de Dimmu Borgir

2010

CD/LP

Por: Vitor Sobreira

Colaborador

01/11/2017



Criando com suas palavras!

Para quem acompanha ao menos de longe, a carreira da banda norueguesa Dimmu Borgir, habitualmente deve se espantar com a evolução apresentada em cada lançamento ao longo de todos esses anos. Saindo do ‘underground’, e indo para o ‘hall’ das bandas cujo seus nomes são reconhecidos à distancia, e modificando sua sonoridade - sem com isso se descaracterizar, em 2010 apresentaram ao mundo sua oitava obra, ainda em parceria com a gravadora alemã Nuclear Blast.

Logo de cara, a junção de elementos ocultos, como, o título ‘Abrahadabra’ – uma clara referencia ao inglês Aleister Crowley e que significa “Eu crio com minhas palavras”, juntamente com a gélida e sombria arte de capa - elaborada pelo artista Joachim Luetcke, cuja máscara central, alude a ‘Elder Gods’, do também famoso escritor de ficção e horror H.P. Lovecraft - já preparam o ouvinte para mais uma jornada pela escuridão.

Com a formação drasticamente reduzida, Shagrath, Silenoz e Galder, não se deixaram abalar com as baixas dos músicos ICS Vortex e Mustis – que há anos faziam parte da história da banda, e seguiram em frente, contando tanto com o apoio de outros músicos participantes, quanto da ‘Norwegian Radio Orchestra’ e do coral ‘Schola Cantorum’ (totalizando cerca de 100 músicos e cantores) em sua ambiciosa empreitada sonora. Os arranjos orquestrais e corais, ficaram por conta de Gaute Storås e conduzido por Rune Halvorsen.

Como diferencial no álbum, são ouvidos com certa surpresa, alguns arranjos de violão em determinados momentos, mas, o principal mesmo fica por conta dos vocais femininos de Agnete Kjølsrud, nas faixas “Gateways” (que ficou bem famosa na época, além de ter ganhado um vídeo clipe muito bem feito) e “Endings and Continuations”, o que de fato, dividiu opiniões.

Os climas sombrios, que nunca foram deixados de lado, emanam de todas as faixas, acompanhando o peso, que foi suavemente diluído em meio a diversos arranjos orquestrais. Como afirmando antes, em resultado da evolução, a sonoridade estava rumando para além do Black Metal (pela considerável redução da agressividade e certas características), e se focando ainda mais no lado sinfônico, pomposo e dramático.

Após a lúgubre introdução “Xibir”, “Born Treacherous” vai direto ao que nos interessa, mostrando um Dimmu Borgir atualizado e refinado, mesclando os trabalhados arranjos sinfônicos com levadas ora rápidas, ora mecanicamente calculadas – cortesia do baterista polonês Daray (Vesania, Vader, Hunter, Masachist, entre outras). “Chess With the Abyss”, também se apresenta como uma grata surpresa, abrindo caminho para a faixa duplamente homônima “Dimmu Borgir” (que também foi presenteada com um vídeo oficial) e a misteriosa “Ritualist”. “The Demiurge Molecule”, “A Jewel Traced Through Coal” e “Renewal” (com solo de guitarra feito por Andy Sneap, que foi responsável por parte da mixagem e masterização), encerram muito bem - até mesmo com alguma influência Thrash e Tradicional em algumas passagens - o último trabalho do Dimmu Borgir até o momento, quase sete anos depois de seu lançamento...


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Sobre Vitor Sobreira

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Sobre o álbum

Abrahadabra

Álbum disponível na discografia de: Dimmu Borgir

Ano: 2010

Tipo: CD/LP

Avaliação geral: 3,5 - 2 votos

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