Resenha

Extreme Power Metal

Álbum de DragonForce

2019

CD/LP

Por: Marcel Dio

Colaborador Sênior

02/05/2020



Choradeira interminável!

Topei o desafio de fazer uma resenha do DragonForce, e ainda tive o prazer de escolher qualquer álbum de sua discografia.  Escolhi o último,  diria que foi um grande pesadelo, como se os ouvidos tivessem mãos e segurassem uma panela quente por quase uma hora. 
O que posso dizer desse grupo é que eles são uma forma de sertanejo universitário do heavy metal, um pouco mais insuportável. 

Ao ouvir Highway to Oblivion pensei tratar-se de alguma paródia ou trilha de vídeo game. Os primeiros quinze segundos remetiam uma introdução legal extraída do genial Vangelis. Após segundos de alegria, veio a maçaroca instrumental e engraçadinha de guitarras e bateria. O vocalista é o pior possível, não dá para descrever.

Cortando a introdução citada acima, considerei estar repetindo a faixa, era Cosmic Power Of The Infinite Shred Machine - uma choradeira interminável de guitarras sempre cortantes e interlúdio presepeiro. Vi boas intenções e sacadas legais do meio adiante, quanto o teclado interagia com a guitarra. A falta dos vocais nessas partes, ajudou o processo e o final voltou com tudo, estragando meu fio de esperança.

The Last Dragonborn tem um tempero oriental, muito boa com instrumentais mais contidos, ou seja, sem tanta velocidade. Mas ... para o desespero, novamente o vocal consegue por tudo abaixo numa obra postulante ao épico, no sentido forçado da palavra. Imagino o quão bons são esses músicos, imagino se quisessem fazer algo com outra característica, um som mais maduro. De verdade, veria futuro nisso.

Ouvindo e degustando fragmentos e riffs interessantes, percebo que o disco não é de todo o mal, apenas exagerado. E quando a dose passa da cota, sabemos que vira veneno. Heart Demolition quase equilibra essa dose, tende a ser menos desesperante.

A medida que mergulho na obra, percebo o quanto esses caras caem na tentação da megalomania. Nem que tentasse por vinte anos seguidos, treinando por vinte horas diárias, não teria metade da técnica que esses sujeitos tem, é uma coisa absurda !. Porem, tudo é jogado ao ralo por não ter sentimentos, e sim, canções mecânicas que exploram técnica vs técnica, Dream Theater é David Gilmour em comparação.

Continuo firme sem contar onde parei, ah, sim, estou em In a Skyforged Dream, uma das coisas mais asquerosas que ouvi na vida. É rápida, serelepe, ou como diz Sérgio Malandro : um capeta em forma de guri. Bases repetitivas são alçadas por mini solos lunáticos, e vão se intercalando num festival de quem toca mais rápido. É tão boa, que cinco segundos depois, o ouvinte não recorda uma nota tocada. 

My Heart Will Go On é aquela porcaria do Titanic tocada inicialmente em "8 bits". Eles conseguiram piorar o que já era ruim, conseguiram assassinar o que estava morto. Sem brincadeira, se tiver cover pior, desisto de vez.

O circo de horrores é terminado pela estupida Behind the Mirror of Death, repetindo o feito em 80% do álbum. Não tecerei mais comentários, pois algum fã de DragonForce pode querer minha cabeça a essa altura. 
Sabe o que me deixa curioso ? é como os críticos pagam pau pra essa banda, será que eles fazem isso para tirar uma casquinha ou são verdadeiros em suas analises?
Ah, não posso esquecer que ia separar para comentar sobre as letras de Extreme Power Metal, entretanto ao dar de cara com títulos como Cosmic Power Of The Infinite Shred Machine, o bom senso pediu STOP.

Então, vai encarar? Que Deus tenha piedade dos seus tímpanos, porque o DragonForce não terá!


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Sobre Marcel Dio

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Sobre o álbum

Extreme Power Metal

Álbum disponível na discografia de: DragonForce

Ano: 2019

Tipo: CD/LP

Avaliação geral: 1,5 - 1 voto

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