Resenha

The Wake

Álbum de IQ

1985

CD/LP

Por: Tiago Meneses

Colaborador Top Notch

04/03/2020



Instrumentais ótimos, juntamente com seções vocais melódicas e bem compostas

O IQ foi uma banda que eu conheci através dos seus discos dos anos 90 em diante, logo, inicialmente senti certa estranheza com a sonoridade 80’s do grupo quando me deparei com Wake pela primeira vez. Mas esse meu sentimento durou pouco, logo notei o óbvio, ou seja, uma música com passagens instrumentais ótimas, juntamente com seções vocais melódicas e bem compostas (como a banda sempre costuma fazer). O grupo toca maravilhosamente bem nesse álbum e os riffs e padrões musicais intrincados soam maravilhosos, além de serem muito criativos. 

"Outer Limits" começa o disco em um ritmo sincronizado. O baixo e a bateria realmente se conectam muito bem para a introdução da música. O tom utilizado no teclado é exuberante, vibrante e a progressão de acordes são únicas. A bateria preenche a música de uma maneira muito boa. Essa constante permanece por basicamente toda a faixa, sofrendo apenas em alguns momentos certa alternância. Termina com a mesma batida que começou. 

“Wake” começa de maneira estrondosa. A bateria forte e algumas linhas de guitarra se transformam em um riff poderoso com um órgão muito bonito. Tem um excelente solo de guitarra no meio e preenchimentos muito bem acabados feitos com sintetizadores. 

"The Magic Roundabout" tem um bom riff de ascensão e descida no seu começo e o vocal de Nicholls nesta faixa é bastante forte. O grande destaque mais uma vez fica por conta dos trabalhos de guitarra (que inclui um belíssimo solo) e teclados. 

"Corners" começa com uma bateria eletrônica tendo logo em seguida um preenchimento arejados por sintetizadores, enquanto que entram os vocais em tom apaixonado. A performance de Tim Esau no baixo e dinâmica, oferecendo uma linha complexa e cativante que mantém a música no ritmo. O uso de citara em determinado momento mostra certa experimentação da banda. Não é ruim, mas confesso que não a acho uma música muito forte, vejo como um momento em que o álbum de certa forma esfriou.

Widow's Peak começa com um trabalho de guitarra de Mike Holmes que parece ser algo na linha entre Steve Rothery ou Alex Lifeson. Ainda tem uma bela flauta (feita no teclado) de fundo. Por volta dos seis minutos a linha de guitarra fica bastante suingada. O final da música ainda apresenta uns trabalhos bastante fortes de Orford e Esau. 

“The Thousand Days” começa com um bom riff de guitarra e uma ótima linha de baixo, isso unido ao trabalho texturizado desempenhado pelo teclado e uma bateria consistente fazem dessa música algo muito agradável de se ouvir. 

"Headlong" é a faixa que fecha o disco. Inicia-se de maneira sombria através de alguns vocais emocionais e uma linha de teclado muito boa. Um bom riff de guitarra entra e logo a faixa nos dá uma sensação de mistério, principalmente devido ao solo de teclado que é bastante dinâmico. Também possui um solo de guitarra muito bem tocado envolvendo muitos slides. A música possui um final de certa forma até épico e que caiu muito bem no álbum. 

No geral este é um álbum excelente e com o padrão “IQ” de qualidade. Minhas únicas queixas são a produção abaixo do normal, algo que não tem como não notar quando falamos de uma banda que costuma ter seus álbuns muito bem produzidos, e a faixa "Corners", que como eu disse, embora não seja propriamente ruim, deixou a desejar em relação às demais. De qualquer forma, altamente recomendado.


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Sobre Tiago Meneses

Nível: Colaborador Top Notch

Membro desde: 28/09/2017

"Sou poeta, contista e apaixonado por música desde os primórdios da minha vida, onde o rock progressivo sempre teve uma cadeira especial."

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Sobre o álbum

The Wake

Álbum disponível na discografia de: IQ

Ano: 1985

Tipo: CD/LP

Avaliação geral: 4,5 - 1 voto

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