Resenha

So Far, So Good... So What!

Álbum de Megadeth

1988

CD/LP

Por: Fábio Arthur

Colaborador Especialista

24/01/2020



Thrash metal de primeira

Dave Mustaine tinha uma relação conturbada com o grupo no final de 87, os membros da banda não satisfaziam totalmente a vontade do líder do Megadeth. O fato é que Mustaine nunca fora uma pessoa fácil de lidar, mas enfim, ele sempre foi profissional e sua capacidade musical ia além do comum.

Com o sucesso do segundo disco - obra-prima de fato -, Dave e seus músicos rumaram para elaborar e gravar o que viria a ser "So Far, So Good... So What!", um disco calcado no Thrash cru, mas com técnica, ótimas faixas e qualidade musical.

Dave também, nessa fase, foi internado em uma clínica de reabilitação, pois seus problemas com os químicos e álcool eram a maior parcela dos problemas que a banda enfrentava; apesar de um sucesso proeminente. 

A Capitol Records enviou o produtor Paul Lani e, junto de Dave, eles deixaram o som menos polido e mais pesado ainda, mas ainda assim conseguiram trazer um trabalho excepcional na gravação. Assim que o disco foi lançado, metade da banda foi banida de seu posto, e assim ele - Dave -, procurou novos membros e saiu em turnê, já praticamente recuperado dos problemas de vícios. O que durou pouco na verdade.

Em janeiro de 1988 o disco chegou no mercado americano e acabou rendendo bem entre os fãs. O Megadeth aqui já estava com a fama bem à frente.

O álbum traz faixas memoráveis, entre elas, a instrumental "Into the Lungs of Hell", com uma pegada muito firme, marcada pela bateria e por arranjos e riffs surpreendentes. Em "Set The World Afire", o grupo e Mustaine desfilam o ápice metálico envolto em mais riffs absolutos e que contagiam qualquer headbanger. Seguindo o disco, temos a cover do Sex Pistols, a faixa "Anarchy in the U.K.", que casou muito bem com o grupo e com a voz de Dave. "Mary Jane" traz um pouco do que viria a ser o próximo álbum da banda e também é muito  bem elaborada. Depois vem a pedrada "502", pesadona e com arranjos bem incisivos. "In My Darkest Hour", clássica e sua melodia é uma homenagem de Dave para Cliff Burton, na época já falecido, e assim, a canção é bem emotiva e envolvente. "Liar", muito vigorosa, pesada e traz novamente a linha metal cru do grupo. "Hook in Mouth" tem uma baixo bem firme de Eleffson e a faixa acaba sendo a mistura entre metal cadenciado e paulada, ótima canção na verdade. 

O Megadeth aqui mostraria somente a ponta de sua capacidade, pois daqui em diante o grupo traria de vez toda sua veia musical,  chegando enfim ao mainstream.


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Sobre Fábio Arthur

Nível: Colaborador Especialista

Membro desde: 04/02/2018

"Obtive meu primeiro contato com o Rock, com o grupo KISS no final de 1983, após essa fase, comecei a me interessar por outros grupos, como Iron Maiden, do qual ganhei meu primeiro vinil o "Killers" e enfim, adquiri o gosto por outras bandas, como Pink Floyd, John Coltrane, AC/DC entre outras."

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Sobre o álbum

So Far, So Good... So What!

Álbum disponível na discografia de: Megadeth

Ano: 1988

Tipo: CD/LP

Avaliação geral: 3,94 - 8 votos

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